- O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de agosto deve apresentar deflação entre -0,19% e -0,24%.
- A inflação acumulada em doze meses deve cair de 5,3% para cerca de 4,9%.
- A queda nos preços é impulsionada pela redução nos custos da energia elétrica e alimentos, beneficiados pelo bônus de Itaipu.
- A economista do C6 Bank, Claudia Moreno, afirma que a deflação é pontual e relacionada ao bônus, que reduziu em média R$ 11,59 na conta de luz de 80,8 milhões de consumidores.
- Em setembro, espera-se uma alta de 0,8% na inflação, com o fim do impacto do bônus e menor deflação nos alimentos.
O IPCA-15 de agosto deve registrar uma deflação entre -0,19% e -0,24%, marcando o segundo mês consecutivo de queda nos preços. O resultado será divulgado pelo IBGE nesta terça-feira, e, se confirmado, a inflação acumulada em 12 meses cairá de 5,3% para cerca de 4,9%. Essa expectativa é impulsionada pela redução nos preços da energia elétrica e alimentos, beneficiados pelo bônus de Itaipu.
A economista do C6 Bank, Claudia Moreno, destaca que a queda é pontual e diretamente relacionada ao bônus, que reduziu em média R$ 11,59 na conta de luz de 80,8 milhões de consumidores. A projeção é de uma diminuição de 5% nos preços da energia, contribuindo com cerca de 0,20 ponto percentual para a inflação. Além disso, a deflação nos alimentos, estimada em 0,86%, é impulsionada pela safra de produtos in natura e pela valorização do real.
Expectativas para Setembro
Apesar do alívio em agosto, analistas preveem uma alta de 0,8% em setembro, com o fim do impacto do bônus de Itaipu e uma menor deflação nos alimentos. Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, projeta uma deflação de -0,23% para agosto, mas alerta que itens como reajustes de loterias e planos de saúde podem pressionar a inflação.
No setor de serviços, a expectativa é de um avanço de 0,48% em agosto, refletindo uma alta anual de 6,5%. A Monte Bravo também prevê uma alta de 0,25% nos núcleos de inflação, acumulando 5% em 12 meses. O cenário econômico continua a ser monitorado, com analistas atentos às flutuações nos preços e suas implicações para a inflação futura.
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