- A popularidade dos “blind boxes” na China cresceu durante a pandemia e agora chega ao templo de Confúcio em Pequim, que vende sobremesas nesse formato.
- Um dos produtos mais procurados é um sorvete que custa cerca de R$ 22,00 e vem com uma bênção de Confúcio.
- Empresas como Pop Mart e Miniso também oferecem produtos em “blind boxes”, atraindo consumidores jovens.
- O governo chinês expressou preocupações sobre o consumo excessivo, especialmente entre crianças, e pediu regulamentações mais rigorosas.
- A plataforma Fliggy, do Alibaba, lançou passagens aéreas em “blind box”, permitindo que viajantes escolham uma cidade de partida e recebam um destino aleatório.
A popularidade dos “blind boxes” na China, que cresceu durante a pandemia, agora inclui até o templo de Confúcio em Pequim. As lojas do local vendem “blind boxes” de sobremesas, onde os consumidores não sabem exatamente o que estão comprando até abrirem a embalagem. Um dos produtos mais procurados é um sorvete que traz uma bênção de Confúcio, custando cerca de R$ 22.
Esse fenômeno de consumo misterioso se espalhou por diversos setores, com empresas como a Pop Mart, famosa por seus brinquedos colecionáveis, e a Miniso, que oferece uma variedade de itens em formato de “blind box”. A Pop Mart, por exemplo, vende os populares bonecos Labubu, que atraem jovens consumidores dispostos a gastar em busca de edições limitadas. Ruan Yue, uma estudante de 23 anos, revela que gasta cerca de R$ 275 por mês em “blind boxes”, destacando a emoção de abrir as caixas.
Entretanto, o governo chinês expressou preocupações sobre o consumo excessivo, especialmente entre crianças. A mídia estatal alertou para o que considera uma “armadilha comercial” que explora as vulnerabilidades psicológicas dos jovens. Em resposta, a People’s Daily pediu regulamentações mais rigorosas para essa prática, que se tornou uma tendência crescente no país.
Além disso, plataformas como a Fliggy, do Alibaba, estão oferecendo passagens aéreas em formato de “blind box”, permitindo que os viajantes escolham uma cidade de partida e recebam um destino aleatório. Essa abordagem tem atraído consumidores em busca de experiências novas e acessíveis, mas também levanta questões sobre a responsabilidade das empresas em relação ao bem-estar dos consumidores.
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