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Mercado de trabalho passa por mudanças significativas com congelamento de contratações

Mercado de trabalho enfrenta incertezas, com empresas relutantes em demitir e novas contratações em baixa, refletindo desafios econômicos atuais

Foto: Reprodução
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  • Durante a pandemia de Covid-19, ocorreu a “Grande Renúncia”, com milhões de trabalhadores deixando seus empregos.
  • Atualmente, o mercado de trabalho vive a “Grande Permanência”, com baixa rotatividade e incertezas econômicas.
  • A economista Nela Richardson, da ADP, destaca que os trabalhadores estão mais estáveis, especialmente em setores como tecnologia da informação e desenvolvimento de software.
  • Nos Estados Unidos, as reclamações iniciais de desemprego permanecem em níveis historicamente baixos, refletindo a hesitação das empresas em demitir.
  • No Reino Unido, o número de vagas de emprego caiu 5,8% entre maio e julho de 2025, com empresas adiando contratações devido à incerteza econômica.

Durante a pandemia de Covid-19, milhões de trabalhadores deixaram seus empregos, resultando na “Grande Renúncia”. Atualmente, o mercado de trabalho enfrenta a “Grande Permanência”, caracterizada por baixa rotatividade e incertezas econômicas.

A economista Nela Richardson, da ADP, observa que, após a onda de demissões, os trabalhadores estão mais estáveis em suas posições. “As pessoas estão ficando onde estão, especialmente em setores como TI e desenvolvimento de software, onde normalmente haveria alta rotatividade”, afirma. As empresas, por sua vez, estão hesitantes em contratar ou demitir, refletindo uma preocupação com o futuro econômico.

Os dados mostram que as reclamações iniciais de desemprego nos EUA permanecem em níveis historicamente baixos, indicando uma resistência das empresas em realizar demissões. “Estamos em um ambiente de ‘sem demissões’, pois as empresas estão relutantes em perder talentos que levaram tempo para recrutar”, explica Richardson.

Tendências no Mercado de Trabalho

A transição da “Grande Renúncia” para a “Grande Permanência” é notável. Em 2022, cerca de 50,5 milhões de pessoas deixaram seus empregos nos EUA, um aumento em relação a 2021. Contudo, os últimos dados indicam um arrefecimento no crescimento do emprego, com a criação de apenas 73 mil vagas em julho e uma leve alta na taxa de desemprego, que chegou a 4,2%.

No Reino Unido, um fenômeno semelhante é observado. O número de vagas de emprego caiu 5,8% entre maio e julho de 2025, com a maioria dos setores enfrentando dificuldades para recrutar novos trabalhadores. “As empresas estão adiando contratações até que tenham uma visão mais clara da economia”, afirma Neil Carberry, CEO da Recruitment and Employment Confederation.

Desafios e Oportunidades

A inatividade econômica no Reino Unido, que mede pessoas fora do mercado de trabalho, está em 21% entre jovens de 16 a 64 anos. Monica George Michail, economista do National Institute of Economic and Social Research, destaca que a queda na atividade econômica e o aumento do desemprego estão ampliando a oferta de mão de obra.

As empresas enfrentam desafios como custos trabalhistas elevados e incertezas econômicas, o que tem dificultado a criação de novos postos de trabalho. “A criação de empregos depende do crescimento dos negócios. Sem isso, não haverá avanço no mercado de trabalho”, conclui Carberry.

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