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Ações da Nissan caem mais de 6% após Mercedes-Benz anunciar venda de participação

A venda da participação pela Mercedes-Benz gera incertezas sobre o futuro da Nissan em meio a desafios financeiros e reestruturação em curso

Um carro Nissan novinho é exibido no lote de vendas da Golden State Nissan em 26 de março de 2025 em Colma, Califórnia. (Foto: Justin Sullivan | Getty Images)
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  • As ações da Nissan Motor caíram cerca de 6% após a Mercedes-Benz anunciar a venda de sua participação de 3,8% na montadora japonesa.
  • O desinvestimento foi avaliado em aproximadamente $346 milhões e foi confirmado por um porta-voz da Mercedes-Benz.
  • A venda ocorre em um momento crítico para a Nissan, que enfrenta desafios como tarifas nos Estados Unidos, queda nas vendas e a transição para veículos elétricos.
  • A Nissan já demitiu 11 mil funcionários e fechou sete fábricas em meio a uma reestruturação significativa.
  • As ações da Nissan caíram mais de 29% em 2023, refletindo a instabilidade da empresa no competitivo mercado automotivo global.

As ações da Nissan Motor sofreram uma queda significativa nesta terça-feira, após a Mercedes-Benz anunciar a venda de sua participação de 3,8% na montadora japonesa. As ações listadas em Tóquio chegaram a cair 6,7%, antes de se estabilizarem com uma desvalorização de 6%. O desinvestimento, avaliado em aproximadamente 346 milhões de dólares, foi confirmado por um porta-voz da Mercedes-Benz, que destacou que a participação, transferida para ativos de pensão em 2016, não possui relevância estratégica.

Contexto do Desinvestimento

A venda da participação da Mercedes-Benz ocorre em um momento crítico para a Nissan, que já enfrenta desafios como tarifas nos EUA, queda nas vendas e a transição para veículos elétricos. A montadora, que já foi uma das líderes do setor, agora se vê sob pressão intensa, especialmente com a concorrência crescente de fabricantes chineses. A Mercedes-Benz, que é o segundo maior acionista da Nissan, atrás da Renault, busca reorganizar seu portfólio, onde a participação na Nissan representa apenas 2,7% de seus ativos.

Recentemente, a Nissan também passou por uma reestruturação significativa, que incluiu a demissão de 11 mil funcionários e o fechamento de sete fábricas. O CEO da Nissan, Ivan Espinosa, afirmou que o foco da empresa é corrigir suas dificuldades financeiras. Em um cenário mais amplo, as tarifas de importação nos EUA foram reduzidas de 25% para 15%, proporcionando um alívio temporário para montadoras japonesas.

Desafios e Futuro

As ações da Nissan já caíram mais de 29% em 2023, refletindo a instabilidade da empresa. No final do ano passado, a Nissan tentou estabelecer uma parceria com a Honda, que poderia ter criado a terceira maior montadora do mundo, mas as negociações não avançaram. A pressão contínua sobre a montadora, combinada com a venda da participação pela Mercedes-Benz, levanta questões sobre o futuro da Nissan no competitivo mercado automotivo global.

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