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Associação de aço dos EUA solicita intervenção da Casa Branca sobre níquel brasileiro

American Iron and Steel Institute alerta para riscos da compra de níquel pela MMG e pede intervenção da Casa Branca para proteger interesses dos EUA

(Foto: Cole Burston/Bloomberg)
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  • O American Iron and Steel Institute pediu à Casa Branca que intervenha em um negócio de $ 500 milhões no Brasil.
  • A transação envolve a compra de minas de níquel da Anglo American pela MMG, controlada pela estatal chinesa Minmetals.
  • O instituto expressou preocupações sobre o controle crescente da China sobre reservas de níquel, essencial para a produção de baterias e aço inoxidável.
  • A MMG afirmou que a aquisição não afetará a concorrência e que este será seu primeiro ativo de níquel em operação.
  • A Anglo American anunciou a venda das minas em fevereiro e espera concluir o negócio neste trimestre.

O American Iron and Steel Institute, que representa os produtores de aço nos Estados Unidos, solicitou à Casa Branca que intervenha em um negócio de US$ 500 milhões no Brasil. A transação envolve a compra de minas de níquel da Anglo American pela MMG, uma empresa controlada pela estatal chinesa Minmetals. O instituto expressou preocupações sobre o aumento do controle da China sobre as reservas globais de níquel, um metal essencial para a produção de baterias de veículos elétricos e aço inoxidável.

A MMG refutou as alegações do instituto, afirmando que a aquisição não afetará a concorrência. A Anglo American anunciou a venda de suas minas de níquel em fevereiro, e a expectativa é que o negócio seja finalizado neste trimestre. Em uma carta enviada ao Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em 18 de agosto, o instituto argumentou que a compra conferiria a Pequim “influência direta” sobre reservas significativas de níquel.

Preocupações sobre o Controle Chinês

O grupo americano enfatizou a importância de o governo brasileiro considerar alternativas que mantenham a propriedade de mercado desses ativos estratégicos. A carta também faz parte de uma consulta pública do USTR sobre práticas comerciais brasileiras que possam prejudicar os interesses dos EUA. O porta-voz da MMG destacou que a empresa pretende continuar a fornecer produtos para mercados internacionais, ressaltando que este será seu primeiro ativo de níquel em operação.

A Indonésia, que abriga a maior indústria de níquel do mundo, já se beneficiou de investimentos chineses. O instituto americano alertou que a crescente influência da China sobre o níquel pode impactar o acesso futuro a esse mineral crítico. A Anglo American, por sua vez, enfrenta desafios, incluindo a recente falha em um acordo para vender seu portfólio de carvão australiano.

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