- O Banco Central está avaliando a venda de 58% do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), com participações do BTG Pactual e do grupo J&F.
- A saída de Daniel Vorcaro da gestão do Banco Master é considerada essencial para a aprovação da operação.
- Se a venda for aprovada, o Banco Master poderá ser dividido em pelo menos seis partes, com ativos sem interesse no mercado sob a gestão de Vorcaro.
- O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve assegurar a liquidez da operação, que envolve uma análise detalhada dos ativos do banco.
- O Banco Central tem até 365 dias para concluir a avaliação, enquanto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga irregularidades na gestão do banco.
BRASÍLIA – O Banco Central está analisando a venda de 58% do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), com participações também para o BTG Pactual e o grupo J&F. A saída de Daniel Vorcaro da gestão do Master é considerada fundamental para a aprovação da operação.
Caso a venda seja aprovada, o Banco Master poderá ser dividido em pelo menos seis partes. Os ativos que não despertarem interesse no mercado permanecerão sob a gestão de Vorcaro, que ainda detém 42% das ações do novo banco, que será chamado de BRB Corporate Bank. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve garantir a liquidez da operação, que envolve a análise criteriosa dos ativos do banco.
O Banco Central já havia aprovado a transferência do controle do banco Voiter, parte do conglomerado do Master, para Augusto Lima, que operará sob o nome de Banco Pleno. O Voiter, anteriormente conhecido como Indusval, focava em crédito para pequenas e médias empresas. Em novembro de 2024, Maurício Quadrado anunciou a aquisição do Letsbank, subsidiária do Master, que agora se chama Bluebank.
O BRB confirmou a saída de Vorcaro e está em processo de análise da documentação final da operação, enviada em agosto. O Banco Central tem até 365 dias para concluir sua avaliação. O Master já recebeu entre R$ 1 bilhão e R$ 4 bilhões do FGC, e uma nova linha de crédito pode ser negociada, superando R$ 10 bilhões.
A operação enfrenta desafios, como a avaliação dos ativos do Master, que incluem investimentos em empresas com desempenho econômico questionável. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga indícios de irregularidades na gestão do banco, que comprometeram sua solidez financeira.
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