- O Brasil enfrenta uma instabilidade fiscal crescente, com uma carga tributária de 39% do PIB.
- Walter Maciel, CEO da AZ Quest, afirma que o próximo presidente deve implementar um ajuste fiscal imediato em 2027 para evitar um governo efêmero.
- Ele destaca que a falta de responsabilidade fiscal compromete o crescimento econômico e a estabilidade política.
- Maciel menciona que o governo Temer conseguiu reduzir um déficit de 3,5% do PIB para 1,8% em dois anos, mostrando que um choque de confiança pode ajudar a controlar a inflação e os juros.
- O CEO também ressalta a importância de manter boas relações internacionais para evitar agravamentos na crise fiscal e política.
A instabilidade fiscal do Brasil se torna um desafio crítico para o próximo presidente, que assumirá em 2027. Walter Maciel, CEO da AZ Quest, alerta que um ajuste fiscal imediato é essencial para a sobrevivência do governo. Em entrevista ao podcast Stock Pickers, ele afirmou que “qualquer governante que entrar em 2027 e não fizer o ajuste, eu prevejo um governo que vai durar um ano”. A falta de responsabilidade fiscal não só compromete o crescimento econômico, mas também a estabilidade política do país.
Maciel destaca que a situação fiscal é insustentável, com uma carga tributária que já alcança 39% do PIB. Ele critica a atual estrutura econômica, que, segundo ele, asfixia a atividade produtiva e impede o crescimento. O executivo ressalta que o Brasil tributa mais per capita do que países como Estados Unidos e Japão, mas não oferece infraestrutura ou qualidade de vida adequadas.
Ajuste Fiscal e Credibilidade
O CEO da AZ Quest defende que a solução para a crise fiscal passa pela credibilidade do governo. Ele cita o exemplo do governo Temer, que conseguiu reduzir um déficit de 3,5% do PIB para 1,8% em dois anos, sob a gestão de Henrique Meirelles. Um choque de confiança poderia, segundo Maciel, reduzir a inflação futura e abrir espaço para a queda dos juros reais.
Além disso, Maciel enfatiza a importância de resgatar a vocação diplomática do Itamaraty. Em um cenário de pressões fiscais e instabilidade política, manter boas relações internacionais é crucial para evitar que crises internas se agravem e impactem ainda mais a economia.
Entre na conversa da comunidade