- A taxa de inadimplência de aluguel no Brasil subiu para 3,76% em julho, a maior alta em 14 meses.
- O aumento foi de 0,17 ponto percentual em relação a junho, quando a taxa era de 3,59%.
- Imóveis com aluguel acima de R$ 13 mil apresentaram taxa de 6,83%, enquanto os de até R$ 1 mil subiram para 6,14%.
- A inadimplência de apartamentos aumentou de 2,47% para 2,73%, e casas passaram de 3,96% para 4,02%.
- A região Nordeste lidera em inadimplência, com 4,91%, seguida pela Centro-Oeste (4,68%) e Norte (4,48%).
A taxa de inadimplência de aluguel no Brasil atingiu 3,76% em julho, marcando a maior alta em 14 meses. O aumento foi de 0,17 ponto percentual em relação a junho, quando a taxa era de 3,59%. Comparando com julho de 2024, a alta é de 0,35 ponto percentual, quando o índice estava em 3,41%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica.
Os imóveis na faixa de aluguel mais alta, acima de R$ 13 mil, apresentaram uma taxa de 6,83%, enquanto os de até R$ 1 mil subiram de 5,79% para 6,14%. As faixas intermediárias, de R$ 2 mil a R$ 3 mil e de R$ 3 mil a R$ 5 mil, mantiveram taxas semelhantes, com 2,36% e 2,37%, respectivamente. Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, destacou que a inadimplência é mais acentuada nas faixas extremas de aluguel, refletindo desafios financeiros distintos.
Variações Regionais
Em termos de tipo de imóvel, a inadimplência de apartamentos subiu de 2,47% para 2,73%, enquanto as casas passaram de 3,96% para 4,02%. Os imóveis comerciais também registraram aumento, de 4,91% para 5,03%. A região Nordeste lidera o ranking de inadimplência, com 4,91%, seguida pela Centro-Oeste, que subiu para 4,68%. A região Norte aparece em terceiro, com 4,48%, enquanto o Sudeste apresenta uma taxa de 3,51%. A região Sul continua com a menor taxa, de 3,19%.
No estado do Rio de Janeiro, a taxa de inadimplência caiu de 4,09% em junho para 4,02% em julho, embora ainda esteja acima da média nacional. Em comparação com julho de 2024, houve uma leve retração de 0,08 ponto percentual. Esses dados evidenciam a complexidade do cenário de locação no Brasil, com variações significativas entre regiões e faixas de preço.
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