- O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, reconheceu a improdutividade das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
- Ele destacou a falta de contrapropostas do governo americano como um dos principais obstáculos nas conversas sobre tarifas.
- Para melhorar a situação, a Advocacia-Geral da União (AGU) está prestes a firmar um acordo com um escritório de advocacia dos EUA.
- O objetivo é aprimorar a comunicação com a administração do presidente Donald Trump, embora o governo brasileiro negue a contratação de lobistas.
- Essas ações ocorrem em um contexto de pressão internacional, com Trump exigindo encontros entre líderes globais e impondo tarifas severas à China.
Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), admitiu a improdutividade das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente no que diz respeito ao tarifaço. Durante evento do Grupo Esfera, ele destacou que as conversas têm sido “pouco produtivas” devido à falta de contrapropostas do governo americano.
Para tentar reverter essa situação, o governo brasileiro está tomando novas medidas. A Advocacia-Geral da União (AGU) está prestes a firmar um acordo com um escritório de advocacia dos EUA, com o objetivo de melhorar a comunicação com a administração do presidente Donald Trump. Embora a atividade de lobby seja legal nos Estados Unidos, o governo brasileiro nega oficialmente que esteja contratando lobistas para tratar do assunto.
Os advogados contratados poderão atuar em tribunais americanos e em negociações extrajudiciais, defendendo os interesses do Brasil. Essa estratégia surge em resposta à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que já manifestou publicamente sua intenção de articular o aumento de sanções contra o Brasil.
No cenário internacional, Donald Trump também está pressionando líderes globais. Ele deu um ultimato a Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, afirmando que ambos precisam se encontrar pessoalmente, sob pena de “consequências”. Além disso, Trump alertou que a China deve fornecer metais preciosos aos EUA, ou enfrentará uma tarifa de 200%.
Esses desdobramentos refletem a complexidade das relações comerciais e diplomáticas atuais, enquanto o Brasil busca alternativas para fortalecer sua posição nas negociações com os Estados Unidos.
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