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Siderurgia brasileira enfrenta limites críticos com aumento de tarifas, alerta Gerdau

André Gerdau Johannpeter alerta para a grave crise no setor siderúrgico, com capacidade ociosa elevada e importações recordes de aço ameaçando a viabilidade das empresas

Operário em unidade de aços longos da Gerdau (Foto: Divulgação)
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  • Durante uma conferência em São Paulo, André Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, destacou a crise no setor siderúrgico brasileiro.
  • O setor enfrenta 35% de capacidade ociosa e um recorde de 6,3 milhões de toneladas de aço importadas.
  • As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, conforme a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial, têm prejudicado a competitividade das siderúrgicas nacionais.
  • A pressão das importações forçou as siderúrgicas a reduzir preços, resultando em margens de lucro quase inexistentes.
  • Johannpeter alertou que a capacidade ociosa acima do ideal torna o negócio inviável e enfatizou a necessidade urgente de medidas para reverter a situação.

Durante uma conferência em São Paulo, o presidente do Conselho de Administração da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, destacou a grave crise que o setor siderúrgico brasileiro enfrenta. Com 35% de capacidade ociosa e um recorde de 6,3 milhões de toneladas de aço importadas, a viabilidade das siderúrgicas está ameaçada.

O cenário atual é marcado por tensões comerciais e tarifas impostas pelos Estados Unidos, especialmente durante a administração de Donald Trump. As tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, conforme a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA, têm dificultado a competitividade das siderúrgicas nacionais. Johannpeter afirmou que o setor opera em um ambiente de conflitos geopolíticos e incertezas, o que agrava ainda mais a situação.

As siderúrgicas brasileiras estão sendo forçadas a reduzir preços para competir com as importações, levando a margens de lucro a praticamente desaparecerem. A associação dos distribuidores de aços planos já alertou sobre a situação crítica. Johannpeter enfatizou que a capacidade ociosa atual, que deveria ser de 15% a 20%, está muito acima do ideal, colocando o setor “ao limite”.

A importação recorde de aço, que supera o tamanho da própria Gerdau, é um indicativo da fragilidade do mercado. Johannpeter concluiu que qualquer aumento adicional na ociosidade tornaria o negócio inviável, ressaltando a urgência de medidas para reverter essa crise.

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