- Em julho, o Brasil criou 129.775 novas vagas formais, uma queda de 32% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o menor saldo desde 2020.
- No acumulado de janeiro a julho, foram gerados 1,347 milhão de postos de trabalho, uma diminuição de 10,3% em comparação ao mesmo período de 2022.
- O saldo de julho resultou de 2.251.440 admissões e 2.121.665 desligamentos, mostrando uma desaceleração no mercado de trabalho.
- O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 50.159 novas vagas, seguido pelo comércio com 27.325, e a indústria com 24.426.
- O salário médio de admissão foi de R$ 2.277,51, com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacando a necessidade de salários mais justos para estimular o mercado.
O mercado de trabalho brasileiro enfrentou um retrocesso em julho, com a criação de 129.775 novas vagas formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. Este número representa uma queda de 32% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o menor saldo desde 2020.
No acumulado do ano, de janeiro a julho, foram gerados 1,347 milhão de postos de trabalho, uma diminuição de 10,3% em comparação ao mesmo período de 2023. O saldo de julho foi resultado de 2.251.440 admissões e 2.121.665 desligamentos, evidenciando uma desaceleração no mercado de trabalho.
Setores em Destaque
Todos os setores da economia apresentaram saldos positivos em julho. O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 50.159 novas vagas, seguido pelo comércio, que adicionou 27.325 postos. A indústria contribuiu com 24.426, enquanto a construção civil e a agropecuária somaram 8.795 novas oportunidades.
Os dados regionais mostraram que 25 das 27 unidades federativas tiveram crescimento no número de empregos. São Paulo destacou-se com 42.798 vagas, seguido por Mato Grosso e Bahia, com 9.540 e 9.436 novas oportunidades, respectivamente.
Salário Médio
O salário médio de admissão em julho foi de R$ 2.277,51, uma leve queda em relação ao mês anterior. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, ressaltou que o valor é considerado baixo e destacou a necessidade de salários mais justos para estimular o mercado, especialmente entre os jovens.
A desaceleração na criação de empregos reflete os desafios econômicos que o Brasil ainda enfrenta. A taxa Selic elevada, atualmente em 15% ao ano, é um dos fatores que impactam negativamente as contratações. Marinho afirmou que uma redução na taxa de juros poderia resultar em um aumento significativo nas vagas disponíveis.
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