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Café tem alta para produtores e pode impactar preços no mercado consumidor

Café brasileiro enfrenta alta de preços devido a estoques limitados e tarifas de exportação, impactando consumidores em breve

Sacas de café de produtores do sul de Minas Gerais (Foto: Ricardo Benichio - 21.fev.18/Folhapress)
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  • Os preços do café no Brasil aumentaram em agosto, com o robusta subindo 43% e o arábica 26,3%.
  • No dia 25 de agosto, o preço do robusta foi de R$ 1.469,43 por saca de 60 kg, enquanto o arábica alcançou R$ 2.287,56.
  • Os principais fatores para essa alta incluem estoques limitados, condições climáticas adversas e tarifas de exportação de 50% para os Estados Unidos.
  • Desde 2020, a produção de café no Brasil tem sido inferior ao esperado, com a safra de 2020 totalizando 63 milhões de sacas.
  • O Brasil exportou 16,1% de seu café para os Estados Unidos em 2024, e a manutenção das tarifas pode levar à diversificação de mercados, como a recente habilitação de 183 empresas para exportação à China.

Os preços do café no Brasil apresentaram aumentos significativos em agosto, conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O café robusta teve uma alta de 43%, enquanto o arábica subiu 26,3%. No dia 25, os preços foram de R$ 1.469,43 por saca de 60 kg para o robusta e R$ 2.287,56 para o arábica.

Os fatores que influenciam essa alta incluem estoques limitados, condições climáticas adversas, como frio e geadas, e a instabilidade no mercado devido à sobretaxa de 50% imposta às exportações para os Estados Unidos. André Braz, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), destaca que o impacto nos consumidores pode levar semanas ou meses, já que o repasse de preços ocorre de forma gradual.

Desde 2020, a produção de café no Brasil tem sido inferior ao esperado, com a safra de 2020 totalizando 63 milhões de sacas. O consumo, por outro lado, tem crescido continuamente. O diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), Celírio Inácio, observa que a expectativa para a produção de 2026 dependerá das condições climáticas nos próximos meses.

Impactos das Tarifas e Exportações

As tarifas de Donald Trump continuam a ser um tema central nas discussões do setor, já que o Brasil fornece cerca de 25% do café importado pelos EUA, especialmente da variedade arábica. Em 2024, 16,1% do café brasileiro exportado teve os Estados Unidos como destino. Caso as tarifas sejam mantidas, o Brasil pode buscar diversificação de mercados, com destaque para a recente habilitação de 183 empresas para exportação de café à China.

Braz alerta que, se a oferta continuar restrita, os consumidores sentirão os efeitos das altas nos preços nos próximos meses. A volatilidade do mercado deve persistir, e os repasses ao consumidor podem se intensificar até o final do ano, caso não haja melhora nas condições de produção.

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