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Estados brasileiros apresentam diferentes níveis de vulnerabilidade ao tarifaço dos EUA

Estudo aponta que Ceará, Alagoas e Paraíba são os estados mais afetados por tarifas dos EUA, exigindo ações imediatas para mitigação

Análise feita pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste do FGV Ibre, classificou vulnerabilidade de estados ao tarifaço de Donald Trump (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo).
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  • Um estudo do FGV Ibre identifica Ceará, Alagoas e Paraíba como os estados brasileiros mais vulneráveis ao tarifaço americano.
  • A pesquisa analisa a dependência econômica desses estados em relação ao mercado dos Estados Unidos.
  • Ceará tem 67% de suas exportações afetadas, enquanto Alagoas e Paraíba enfrentam riscos com 96,5% e 56,3% de suas exportações, respectivamente.
  • O estudo sugere políticas públicas, como crédito e apoio logístico, para os estados mais expostos, além da necessidade de diversificação produtiva.
  • Outros estados, como Paraná e Santa Catarina, têm média vulnerabilidade, enquanto São Paulo apresenta baixa vulnerabilidade devido à diversificação de suas exportações.

Vulnerabilidade dos Estados Brasileiros ao Tarifaço Americano

Um estudo do FGV Ibre revela que Ceará, Alagoas e Paraíba são os estados brasileiros mais vulneráveis ao tarifaço americano. A pesquisa, que será apresentada em evento online nesta quarta-feira, analisa a dependência econômica desses estados em relação ao mercado dos Estados Unidos.

Os estados foram classificados em três grupos: alta, média e baixa vulnerabilidade. A análise considerou o percentual de exportações não isentas de tarifas, a exposição ao mercado americano e a concentração setorial. Ceará é altamente dependente de ferro e aço, com 67% de suas exportações afetadas. Alagoas e Paraíba enfrentam riscos semelhantes, com 96,5% e 56,3% de suas exportações, respectivamente, concentradas em açúcar e produtos lácteos.

José Ataliba, coordenador do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste, destaca que a vulnerabilidade não se limita a valores absolutos. A dependência comercial e a capacidade de diversificação são fatores críticos. Estados com alta exposição e baixa diversificação, como os mencionados, enfrentam desafios maiores para se ajustar a choques tarifários.

Políticas Públicas e Diversificação

O estudo sugere que o ranking de vulnerabilidade pode guiar a formulação de políticas públicas mais eficazes dentro do Plano Brasil Soberano. Ataliba enfatiza a necessidade de medidas emergenciais, como crédito e apoio logístico, para os estados mais expostos. Além disso, é crucial que esses estados reconheçam suas fragilidades e busquem diversificação produtiva.

Outros estados, como Paraná e Santa Catarina, estão classificados como de média vulnerabilidade, com exportações significativas para os EUA, mas com alguma capacidade de mitigação. Já São Paulo, apesar de ser o maior exportador para os Estados Unidos, apresenta baixa vulnerabilidade devido à diversificação de sua pauta e a alta taxa de isenção.

O estudo excluiu estados com exposição inferior a 5% das suas exportações para os EUA, como Tocantins e Roraima, para evitar distorções na análise. A pesquisa completa será apresentada em um evento que contará com a participação de especialistas do FGV Ibre.

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