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Nigéria proíbe exportação de nozes de karité usadas em cosméticos por seis meses

Governo nigeriano busca transformar o país em líder na produção de manteiga de shea e aumentar receitas de US$ 65 milhões para US$ 300 milhões

A Nigéria é o maior produtor mundial de nozes de karité, colhendo cerca de 350.000 toneladas por ano. (Foto: AFP/Getty Images)
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  • O governo nigeriano anunciou uma proibição de seis meses na exportação de nozes de shea cruas.
  • O objetivo é aumentar a produção local de manteiga de shea e melhorar os ganhos do país.
  • A Nigéria representa quase 40% da produção global de nozes de shea, mas apenas 1% do mercado de manteiga de shea, avaliado em US$ 6,5 bilhões.
  • O vice-presidente Kashim Shettima afirmou que a medida visa transformar o país em um fornecedor global de produtos refinados de shea.
  • O ministro da Agricultura, Abubakar Kyari, destacou que cerca de 25% da produção anual de 350 mil toneladas é perdida em comércio informal.

O governo nigeriano anunciou uma proibição de seis meses na exportação de nozes de shea cruas, com o objetivo de aumentar a produção local de manteiga de shea e melhorar os ganhos do país. A Nigéria, que representa quase 40% da produção global de nozes de shea, atualmente participa com apenas 1% do mercado de manteiga de shea, avaliado em US$ 6,5 bilhões.

Durante o anúncio, o vice-presidente Kashim Shettima destacou que a medida visa transformar a Nigéria de um exportador de nozes cruas em um fornecedor global de produtos refinados de shea. Ele enfatizou que a mudança é parte de um esforço mais amplo para promover a industrialização, a transformação rural e o empoderamento de gênero. O objetivo é aumentar os ganhos anuais do país com a produção de shea de US$ 65 milhões para US$ 300 milhões.

O ministro da Agricultura, Abubakar Kyari, informou que a Nigéria colhe cerca de 350 mil toneladas de nozes de shea anualmente, mas cerca de 25% desse volume é perdido em comércio informal não regulamentado. Especialistas, como o professor Ahmed Ismail, ressaltam que muitos agricultores, especialmente mulheres, são explorados por intermediários que compram as nozes a preços baixos, sem que eles conheçam o verdadeiro valor do produto.

A proibição temporária é vista como uma oportunidade para regular o setor e garantir que os agricultores locais se beneficiem mais. Ismail considera a medida um passo ousado que deve ser complementado por uma melhor regulamentação, o que não apenas criaria mais empregos, mas também aumentaria a receita do governo.

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