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Temu retoma envio de produtos da China para os Estados Unidos após acordo comercial

Temu retoma remessas diretas para os EUA e aumenta investimentos em publicidade, buscando se adaptar às novas tarifas comerciais

As vendas da Temu ainda se recuperam do impacto das tarifas americanas (Foto: Justin Sullivan/Getty Images)
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  • A Temu, plataforma de e-commerce da PDD Holdings, retomou o envio direto de produtos da China para os Estados Unidos em julho, após uma pausa em maio.
  • A decisão foi motivada por uma trégua nas tensões comerciais entre os dois países, conforme reportado pelo *Financial Times*.
  • A empresa aumentou os investimentos em publicidade nos EUA, voltando aos níveis do primeiro trimestre de 2023.
  • As tarifas sobre bens chineses foram reduzidas para 30% por um período de 90 dias, mas ainda impactam as operações da Temu.
  • A partir de 29 de agosto, as isenções de minimis serão eliminadas, obrigando a cobrança de tarifas sobre pacotes de baixo custo.

A Temu, plataforma de e-commerce da PDD Holdings, retomou o envio direto de produtos da China para os Estados Unidos, após uma pausa em maio. Essa decisão foi impulsionada por uma trégua nas tensões comerciais entre os dois países, conforme reportado pelo *Financial Times*.

O modelo de remessas “fully managed” foi reestabelecido em julho, permitindo que a Temu gerencie a logística e o trâmite alfandegário. A empresa também aumentou seus investimentos em publicidade nos EUA, após ter reduzido o orçamento durante a escalada tarifária da administração Trump. Dados da consultoria Smarter Ecommerce indicam que os gastos com anúncios devem voltar aos níveis do primeiro trimestre de 2023.

A trégua comercial trouxe alívio para exportadores de produtos de baixo valor. Em abril, o ex-presidente Trump havia encerrado isenções que permitiam a entrada de pacotes de até US$ 800 sem tarifas, afetando diretamente a Temu. A empresa chegou a considerar atender pedidos americanos apenas com fornecedores locais. Recentemente, as tarifas sobre bens chineses foram reduzidas para 30% por um período de 90 dias, com alíquotas menores para pacotes pequenos.

Impactos e Desafios

Apesar das tarifas ainda vigentes, especialistas acreditam que o envio direto continua sendo mais vantajoso para a Temu do que manter estoques nos EUA. A companhia está fortalecendo sua estrutura logística, reduzindo a dependência de terceiros e os riscos de inspeções alfandegárias rigorosas.

Os efeitos da retomada do envio direto variam entre os fornecedores. Um parceiro da província de Zhejiang notou um aumento na exposição da marca e nas vendas, enquanto um vendedor de Guizhou relatou que as vendas ainda estão abaixo dos níveis anteriores às tarifas. A situação continua a evoluir, com o governo dos EUA anunciando que, a partir de 29 de agosto, as isenções de minimis serão eliminadas para todos os países, obrigando a cobrança de tarifas sobre pacotes de baixo custo.

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