- A Vinci Compass adquiriu 70% das ações da Changi Airports no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
- Com a transação, a Vinci assume o controle da concessionária RIOgaleão, que passa a ter 35,7% de participação.
- A Changi Airports reduz sua participação para 15,3%, enquanto a Infraero mantém 49% e se torna o maior acionista individual.
- A venda, que ainda precisa da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ocorre em meio a dificuldades financeiras da Changi desde 2014.
- A Vinci planeja participar do leilão em 2024 para adquirir os 49% da Infraero, visando melhorias na infraestrutura do Galeão.
A Vinci Compass anunciou a aquisição de 70% das ações da Changi Airports no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Com essa transação, a Vinci assume o controle da concessionária RIOgaleão, que agora terá 35,7% de participação, enquanto a Changi reduz sua fatia para 15,3%. A Infraero, que detém 49% das ações, se torna o maior acionista individual, mas a gestão do aeroporto ficará sob controle privado.
A venda ocorre em um contexto de dificuldades financeiras enfrentadas pela Changi desde 2014, agravadas pela saída da Odebrecht e pela recessão econômica. A Vinci Compass, fruto da fusão entre a brasileira Vinci Partners e a chilena Compass, busca revitalizar a operação do Galeão, que tem enfrentado desafios devido à concorrência com o Aeroporto Santos Dumont.
Novos Desdobramentos
A transação, cujo valor não foi divulgado, ainda precisa da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Vinci planeja participar do leilão em 2024 para adquirir os 49% da Infraero, consolidando ainda mais seu controle sobre o aeroporto.
Um acordo recente entre o governo, a Anac e o Tribunal de Contas da União (TCU) permitiu a continuidade da Changi na administração do terminal, tornando o Galeão mais atrativo para investidores. O novo modelo de concessão prevê um pagamento variável à União, além de um processo simplificado de licitação até março de 2026.
A expectativa é que a nova gestão traga investimentos significativos e melhorias na infraestrutura do Galeão, que é considerado um ponto estratégico para o turismo e o transporte de cargas no estado do Rio de Janeiro. A coordenação entre os aeroportos da cidade é vista como essencial para o sucesso do empreendimento, especialmente com a restrição de capacidade imposta ao Santos Dumont.
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