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Bioeconomia pode gerar 833 mil empregos e R$38,6 bilhões na Amazônia até 2050

Iniciativas como o Plano Nacional de Bioeconomia buscam reverter o subfinanciamento do setor, prometendo bilhões em PIB e empregos até 2050

Floresta Amazônica, no Mato Grosso (Foto: Mauricio Abib/ O Globo)
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  • O financiamento climático global atingiu US$ 1,9 trilhão em 2023, mas apenas 2% foi destinado a florestas no Brasil entre 2021 e 2022.
  • A bioeconomia brasileira, que pode gerar R$ 38,6 bilhões em PIB e 833 mil empregos até 2050, ainda é subfinanciada em comparação ao agronegócio.
  • O Plano Nacional de Bioeconomia e o Eco Invest buscam aumentar os investimentos na bioeconomia amazônica.
  • O Banco do Brasil anunciou um saldo de R$ 2 bilhões para financiar o setor, com meta de R$ 5 bilhões até 2030.
  • A Future Climate projeta um fluxo potencial de US$ 800 milhões para a proteção da floresta, destacando a importância do capital privado para o futuro da bioeconomia.

Diante do aumento do financiamento climático global, a bioeconomia brasileira busca seu espaço. Apesar de o capital internacional para o clima ter atingido US$ 1,9 trilhão em 2023, apenas 2% desse montante foi destinado a florestas no Brasil entre 2021 e 2022. A bioeconomia, que poderia gerar R$ 38,6 bilhões em PIB e 833 mil empregos até 2050, ainda é subfinanciada em comparação ao agronegócio.

O Plano Nacional de Bioeconomia e o Eco Invest são iniciativas que visam aumentar os investimentos na bioeconomia amazônica. Segundo Joana Chiavari, do Climate Policy Initiative, o crédito rural é a principal fonte de recursos, mas 99% do financiamento vai para produtos do agronegócio, como a soja, que recebe R$ 84,4 bilhões anualmente. Em contraste, bioprodutos da floresta receberam apenas 2% do crédito rural entre 2021 e 2023.

Oportunidades e Desafios

Estudos indicam que as Soluções baseadas na Natureza podem representar até 30% da mitigação de carbono. O WRI Brasil aponta que a bioeconomia já gera R$ 12 bilhões na Amazônia. Com investimentos adequados, esse número pode crescer significativamente. Carina Pimenta, do Ministério do Meio Ambiente, destaca que o setor público deve encontrar formas de impulsionar a bioeconomia em parceria com o privado.

A Cúpula do G20 reconheceu a importância da bioeconomia, que está alinhada ao Plano de Transformação Ecológica do governo federal. O Eco Invest, por sua vez, busca atrair capital privado para projetos de longo prazo, oferecendo proteção contra a volatilidade do câmbio. A expectativa é que, pela primeira vez, a bioeconomia amazônica receba atenção mais direcionada.

Movimentações no Setor

O Banco do Brasil anunciou um saldo de R$ 2 bilhões para financiar o setor, com a meta de alcançar R$ 5 bilhões até 2030. Hubs financeiros em Belém e Manaus estão conectando comunidades a recursos, enquanto o Banco da Amazônia busca flexibilizar exigências para liberar recursos. No entanto, os principais obstáculos permanecem na qualidade técnica dos projetos e nas questões fundiárias.

A Future Climate, com 6,5 milhões de hectares sob gestão, projeta um fluxo potencial de US$ 800 milhões para financiar a proteção da floresta. Fábio Galindo, CEO da empresa, ressalta que o futuro da bioeconomia depende do capital privado, que deve ser atraído por meio de fundos e bancos. A urgência em desenvolver a bioeconomia é clara, especialmente em um contexto de crises climáticas e sociais.

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