- O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ampliou o inquérito sobre o Google, iniciado em 2019, que investiga abuso de posição dominante e uso indevido de conteúdo jornalístico.
- O Cade busca entender os impactos de algoritmos e inteligência artificial no tráfego de notícias.
- A sociedade civil pode enviar contribuições até 28 de setembro, incluindo documentos e estudos.
- O conselheiro Diogo Thomson destacou que as manifestações são voluntárias e informativas.
- O objetivo é subsidiar a decisão final do Tribunal sobre o caso, considerando as mudanças no cenário digital e seus efeitos no setor de notícias.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu ampliar a instrução do inquérito administrativo que investiga o Google por suposto abuso de posição dominante. O processo, iniciado em 2019, analisa alegações de uso indevido de conteúdo jornalístico, afetando a sustentabilidade de veículos de imprensa.
Nesta nova fase, o Cade solicita contribuições da sociedade civil sobre os impactos de algoritmos e inteligência artificial no tráfego de notícias. O prazo para envio de subsídios é até 28 de setembro e as manifestações podem incluir documentos e estudos. O objetivo é aprofundar a compreensão sobre os efeitos concorrenciais das práticas do Google.
O inquérito examina como a integração entre busca e publicidade digital pode influenciar a remuneração de conteúdos jornalísticos. O conselheiro Diogo Thomson, responsável pelo despacho, destacou que as contribuições terão caráter voluntário e informativo, sem ônus para os colaboradores.
O Cade busca, assim, subsidiar a decisão final do Tribunal sobre o caso, considerando as mudanças no cenário digital e suas repercussões no setor de notícias. A participação da sociedade civil é vista como fundamental para entender as dinâmicas atuais do mercado e os desafios enfrentados pelos meios de comunicação.
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