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Fintechs são acusadas de financiar o crime organizado, afirma chefe da Receita em SP

Receita Federal investiga 42 pessoas por uso de fintechs na lavagem de dinheiro e concorrência desleal em São Paulo

Foto: Reprodução
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  • A Receita Federal identificou que fintechs estão sendo usadas pelo crime organizado para facilitar a lavagem de dinheiro e a concorrência desleal.
  • A superintendente da Receita em São Paulo, Márcia Meng, informou que uma operação realizada em cinco endereços da Avenida Faria Lima teve como alvo 42 pessoas envolvidas em práticas ilícitas.
  • Meng destacou que as fintechs atuam como operadores do crime, permitindo a inserção de dinheiro ilegal no sistema financeiro.
  • O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, pediu a regulamentação das fintechs, citando a falta de transparência como um fator que favorece o crime organizado.
  • A operação expôs a gravidade das fraudes, embora não tenha resultado no fechamento de postos de combustíveis.

A Receita Federal identificou que fintechs estão sendo utilizadas como instrumentos do crime organizado, facilitando a lavagem de dinheiro e a concorrência desleal em diversos setores econômicos. A superintendente da Receita em São Paulo, Márcia Meng, revelou que a operação realizada nesta quinta-feira, 28, em cinco endereços da Avenida Faria Lima, teve como alvo 42 pessoas ligadas a essas práticas ilícitas.

Meng explicou que as fintechs se tornaram operadores do crime organizado, permitindo a inserção de dinheiro ilícito no sistema financeiro. “Essas fintechs bancarizaram a atividade financeira de entidades criminosas,” afirmou. O crime organizado, que já dominava o tráfico internacional de drogas e contratos públicos, agora se infiltra no sistema financeiro, utilizando empresas operacionais para ocultar suas atividades.

A superintendente destacou a sofisticação das operações, que se tornaram mais difíceis de identificar em comparação com o passado, quando as fraudes eram realizadas por meio de empresas de fachada. “Hoje, o dinheiro irregular é movimentado por fintechs, que transferem valores para fundos de investimento,” explicou. Essa prática permite que grupos criminosos adquiram patrimônio e dominem toda a cadeia produtiva, desde a importação até a venda ao consumidor final.

Regulamentação Necessária

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, também comentou sobre a situação, solicitando a regulamentação das fintechs. Ele destacou que a falta de transparência nas atividades dessas instituições cria um “limbo regulatório” que beneficia o crime organizado. Barreirinhas enfatizou que as fintechs devem seguir as mesmas obrigações de prestação de contas exigidas dos bancos.

A operação revelou que as fraudes estão disseminadas em diversos grupos, e embora não tenha resultado no fechamento de postos de combustíveis, expôs a gravidade da situação. O secretário alertou que a desinformação, como as fake news relacionadas à taxação do Pix, impactou negativamente as ações de combate à fraude. “Essas mentiras ajudaram o crime organizado,” concluiu.

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