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Novo ETF de ouro na B3 oferece dividendos mensais aos investidores

Investidores podem acessar o AURO11, novo ETF de ouro, com dividendos mensais e estratégia de "covered call", a partir de R$ 100,00

Foto: Reprodução
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  • A B3 lançou o AURO11, um ETF de ouro que oferece dividendos mensais.
  • O fundo utiliza a estratégia de “covered call” e foi criado pela gestora Buena Vista Capital.
  • O AURO11 replica o índice NEOSBRGI, que acompanha o desempenho do ouro, que valorizou quase 30% em 2023.
  • O dividend yield esperado é entre 1% e 1,2% ao mês, com taxa de administração de 0,98% ao ano.
  • A aplicação mínima é de R$ 100, e o fundo não conta com come-cotas, com tributação de 15% sobre o ganho de capital.

A B3 lançou nesta quinta-feira (28) o AURO11, um ETF de ouro que promete dividendos mensais e utiliza a estratégia de “covered call”. O produto foi criado pela gestora Buena Vista Capital e busca oferecer aos investidores uma nova forma de exposição ao ouro físico, que valorizou quase 30% em 2023, em meio a incertezas econômicas e geopolíticas.

O AURO11 replica o índice NEOSBRGI, desenvolvido pela Nasdaq, que acompanha o desempenho do metal precioso. A estratégia de “covered call” permite que o fundo mantenha a exposição ao ouro enquanto vende opções de compra, gerando um fluxo de caixa que é convertido em dividendos mensais. Renato Nobile, gestor da Buena Vista Capital, destacou que essa abordagem transforma um ativo tradicionalmente considerado “mudo” em uma fonte de renda constante.

Os investidores podem esperar um dividend yield entre 1% e 1,2% ao mês, com uma taxa de administração de 0,98% ao ano. A aplicação mínima para investir no AURO11 é de R$100. O fundo é uma novidade no Brasil, onde ETFs que distribuem dividendos são raros, e oferece uma alternativa para diversificação em um cenário de alta demanda por ativos de proteção.

Riscos e Considerações

Investir em ETFs envolve riscos que devem ser considerados. Existe a possibilidade de descolamento em relação ao índice de referência e riscos de liquidez, que podem dificultar a negociação das cotas. Diferentemente de aplicações como CDBs e LCIs, os ETFs não têm a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O AURO11 será negociado diariamente na B3, permitindo que os investidores acessem um ativo seguro em tempos de incerteza. A tributação sobre o ganho de capital é de 15%, via DARF, e o fundo não conta com come-cotas, o que pode ser vantajoso para os investidores.

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