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Turismo de luxo em África beneficia poucos em meio a desigualdade crescente

Turismo de luxo na África cresce, mas especialistas alertam para desigualdades sociais e a necessidade de integrar fornecedores locais no setor

Uma pareja disfruta de su luna de miel en un hotel en Mauricio. (Foto: fokkebok/Getty Images)
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  • O turismo de luxo na África cresceu, atraindo setenta e quatro milhões de turistas em 2024, um aumento de 13,6% em relação ao ano anterior.
  • Países como Maurício, Botsuana e Ruanda investem em experiências luxuosas, como safáris e turismo gastronômico.
  • Especialistas alertam para riscos de desigualdade social e ambiental, destacando a necessidade de integrar fornecedores locais no setor.
  • O Conselho Mundial de Viagens e Turismo projeta que o turismo de luxo pode gerar 168 bilhões de dólares e mais de 18 milhões de empregos na próxima década.
  • Iniciativas para promover turismo sustentável e comunitário estão sendo implementadas, visando aumentar o abastecimento local e capacitar a população para o setor.

O turismo de luxo na África tem apresentado um crescimento significativo, atraindo 74 milhões de visitantes em 2024, um aumento de 13,6% em relação ao ano anterior. O continente se destaca como o segundo maior aumento de turistas no mundo, atrás apenas da região da Ásia e do Pacífico, segundo a Organização Mundial do Turismo.

Países como Maurício, Botsuana e Ruanda têm investido em experiências luxuosas, como safáris e turismo gastronômico. No entanto, especialistas alertam para os riscos de desigualdade social e ambiental, enfatizando a importância de integrar fornecedores locais no setor. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo projeta que o turismo de luxo pode gerar 168 bilhões de dólares e mais de 18 milhões de empregos na próxima década.

A diretora de Turismo da ONU, Natalia Bayona, ressalta que o turismo de luxo deve priorizar experiências responsáveis e sustentáveis. Ela defende que o turismo lento, que valoriza a qualidade sobre a quantidade, pode gerar mais empregos e benefícios econômicos para as comunidades locais. Apesar do potencial, o turismo de luxo enfrenta críticas por criar desigualdades, com empregos locais frequentemente limitados a funções de baixa qualificação.

Estudos indicam que a dependência de grandes empresas estrangeiras pode limitar os benefícios do turismo. Em muitos casos, os pacotes “tudo incluído” não incentivam gastos em pequenos comércios locais. A pesquisa da Universidade de Manchester destaca que, em destinos como Zanzíbar, a maioria dos empregos no setor turístico é ocupada por locais, mas a representação em cargos de liderança é escassa.

Iniciativas estão sendo implementadas para promover o turismo sustentável e comunitário. A Associação Africana de Turismo menciona que alguns destinos já trabalham para aumentar o abastecimento local e fomentar empresas turísticas comunitárias. Além disso, a formação e certificação em turismo sustentável estão sendo incentivadas para preparar a população local para o setor.

Embora o turismo de luxo tenha potencial para impulsionar o desenvolvimento, é crucial que os países africanos diversifiquem suas ofertas e se preparem para atender a padrões globais. A criação de parcerias público-privadas e a implementação de impostos turísticos são algumas das estratégias adotadas para garantir que os benefícios do turismo sejam mais amplamente distribuídos.

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