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Vale e governo não chegam a acordo sobre ferrovias e impacto em VALE3 é incerto

Vale enfrenta impasse com ANTT e União, enquanto governo cobra R$ 25,7 bilhões pela renovação das concessões ferroviárias até 2057

Logo da Vale (Foto: REUTERS/Washington Alves)
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  • A Vale (VALE3) não chegou a um consenso com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a União sobre a repactuação dos contratos de concessão das Estradas de Ferro Carajás e Vitória a Minas.
  • Os contratos, prorrogados até 2057, continuam válidos e a mineradora reafirma seu compromisso com um investimento de até R$ 11 bilhões.
  • O governo do presidente Lula questionou a prorrogação dos contratos, que ocorreu na gestão anterior.
  • Em janeiro de 2024, o Ministério dos Transportes notificou a Vale sobre uma cobrança de R$ 25,7 bilhões relacionada à renovação da concessão.
  • O Morgan Stanley avaliou a situação como marginalmente negativa, mas mantém uma visão otimista sobre a empresa, com recomendação de “equalweight” e preço-alvo de US$ 11.

A Vale (VALE3) anunciou que não houve consenso com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a União para a repactuação dos contratos de concessão das Estradas de Ferro Carajás e Vitória a Minas. Os contratos, prorrogados em dezembro de 2020 até 2057, continuam válidos. A mineradora reafirmou seu compromisso com as bases estabelecidas para a repactuação, que inclui um investimento de até R$ 11 bilhões.

O governo do presidente Lula questionou a prorrogação antecipada dos contratos, que ocorreu durante a gestão anterior. Em janeiro de 2024, o Ministério dos Transportes notificou a Vale sobre uma cobrança de R$ 25,7 bilhões relacionada à renovação da concessão, sendo R$ 21,2 bilhões para Carajás e R$ 4,6 bilhões para Vitória a Minas. O ministro Renan Filho destacou que a Vale não deveria ter descontado investimentos não amortizados dos pagamentos de outorga.

Situação Atual

Apesar da falta de consenso, a Vale já desembolsou R$ 4 bilhões em ajustes regulatórios e reservou R$ 1,6 bilhão em provisão. Em relatório, o Morgan Stanley classificou a situação como marginalmente negativa, mas manteve uma visão otimista sobre a empresa. Os analistas destacaram que a incerteza em torno da geração de fluxo de caixa e pagamento de dividendos persiste, mas a recomendação para o ADR da Vale permanece em equalweight, com preço-alvo de US$ 11.

A Vale continua a afirmar que está “adimplente” e tomará as medidas necessárias para assegurar seus direitos e responsabilidades, mantendo o compromisso com os acordos firmados. A situação atual traz à tona a complexidade das relações entre a mineradora e o governo, refletindo um cenário de incertezas no setor ferroviário.

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