- A Argentina, sob a administração de Javier Milei, registrou um aumento de 62% em fusões e aquisições no primeiro semestre de 2025.
- Investidores brasileiros e chineses estão atraídos pela possibilidade de contornar tarifas dos Estados Unidos.
- As reformas econômicas incluem a liberação da repatriação de lucros, com uma taxa de 7% a partir de janeiro de 2025.
- A inflação, que atingiu 25,5% em dezembro de 2023, começou a desacelerar, com aumentos mensais entre 1,5% e 2,8% em 2025.
- O fluxo de transações também inclui investimentos argentinos no Brasil, totalizando US$ 468,77 milhões, sendo US$ 308,34 milhões direcionados a ativos brasileiros.
A Argentina, sob a nova administração de Javier Milei, registrou um aumento significativo de 62% em fusões e aquisições (M&As) no primeiro semestre de 2025, atraindo investidores brasileiros e chineses. Esses investidores buscam contornar tarifas dos EUA, que penalizam produtos de seus países. Com a nova política econômica, a Argentina se torna um ponto estratégico para a triangulação de exportações.
O crescimento no setor de M&As é impulsionado por reformas que incluem a liberação da repatriação de lucros, permitindo que investidores retirem dividendos com uma taxa de 7% a partir de janeiro de 2025. Essa mudança é vista como um marco para aumentar a competitividade do país em relação ao Brasil. Segundo Antonio Arias, da DLA Piper Argentina, já há operações em andamento de empresas chinesas e brasileiras que pretendem estabelecer negócios na Argentina para facilitar a exportação para os EUA.
A inflação na Argentina, que chegou a 25,5% em dezembro de 2023, começou a desacelerar, com aumentos mensais entre 1,5% e 2,8% em 2025. Essa estabilidade econômica atrai o interesse de investidores, embora muitos ainda permaneçam cautelosos. O mercado de M&As está dominado por empresários locais e fundos de Special Situations, que buscam oportunidades em ativos de alto risco.
Além disso, o fluxo de transações também inclui investimentos argentinos no Brasil, com US$ 468,77 milhões em transações externas, sendo US$ 308,34 milhões direcionados a ativos brasileiros. A expectativa é que a recuperação econômica da Argentina possa influenciar positivamente o mercado brasileiro, tornando os ativos ainda mais atrativos para os investidores argentinos.
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