- Zhang Xigang, chefe da Rising Nonferrous Metals, afirmou que as tentativas ocidentais de reduzir a dependência da China em terras raras estão fadadas ao fracasso.
- Ele destacou que os preços chineses são insuperáveis e que a cadeia de suprimentos global continuará a depender do país.
- A China controla 70% da mineração, 90% do processamento e 93% da fabricação de ímãs de terras raras.
- Os Estados Unidos, Europa e Japão buscam alternativas, mas especialistas alertam sobre a dificuldade de competir com a influência chinesa.
- O G7 anunciou planos para explorar um mecanismo de definição de padrões, enquanto os EUA tentam fortalecer a produção local com um preço mínimo para a MP Materials.
O chefe da Rising Nonferrous Metals, Zhang Xigang, afirmou que as tentativas ocidentais de reduzir a dependência da China em terras raras estão fadadas ao fracasso. Em uma recente apresentação a investidores, ele destacou que os preços chineses são insuperáveis e que a cadeia de suprimentos global continuará a depender do país.
Os Estados Unidos, Europa e Japão estão em busca de alternativas para diminuir essa dependência, especialmente para minerais essenciais em tecnologias como smartphones e veículos elétricos. No entanto, especialistas concordam com Zhang sobre a dificuldade de quebrar a influência chinesa. A China controla 70% da mineração, 90% do processamento e 93% da fabricação de ímãs de terras raras, consolidando sua posição de domínio no mercado.
A estratégia de Pequim inclui o uso de controles de exportação e preços baixos para manter a competitividade. Zhang observou que os avanços tecnológicos fortalecerão ainda mais a capacidade da China de definir preços, tornando desafiador para os concorrentes ocidentais competir. A indústria ocidental, que já depende quase totalmente da China, enfrenta um cenário complicado para desenvolver uma cadeia de suprimentos independente.
Historicamente, a China se destacou na produção de terras raras desde os anos 1990, quando o governo incentivou a exploração mineral. A fusão de estatais e aquisições estratégicas, como a compra da divisão de ímãs da GM, ajudou a consolidar o controle do país sobre o mercado. As políticas fiscais e cotas de exportação dificultaram a entrada de concorrentes estrangeiros, resultando no fechamento de fábricas nos EUA.
Recentemente, o G7 anunciou planos para explorar um mecanismo de definição de padrões, que pode limitar a influência dos ímãs chineses. Enquanto isso, os EUA garantiram um preço mínimo para a MP Materials, buscando fortalecer a produção local. Contudo, analistas como Gareth Hatch alertam que a demanda por ímãs não chineses pode ser limitada, a menos que se trate do setor de defesa. A pressão para reduzir custos continua a ser um desafio para a indústria ocidental.
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