- O Brasil conta com 433 mil milionários, que buscam serviços financeiros focados em rentabilidade e atendimento personalizado.
- O planejamento sucessório é uma prática ainda pouco explorada no país, segundo Sharon Halpern, especialista em wealth management da Blackbird Investimentos.
- Essa estratégia envolve a transferência de bens entre gerações e deve ser adaptada à estrutura familiar e ao patrimônio.
- Principais estratégias de planejamento sucessório incluem:
- Previdência privada, que facilita a transferência de recursos e evita inventário.
- Seguro de vida, que oferece liquidez imediata aos beneficiários.
- Investimentos no exterior, que proporcionam diversificação e proteção patrimonial.
- Holding, que facilita a gestão e transferência de bens, mas é mais complexa e custosa.
- O planejamento deve ser realizado com profissionais especializados para evitar conflitos entre herdeiros e lidar com questões tributárias.
Pessoas de alta renda no Brasil, que totalizam 433 mil milionários, estão cada vez mais em busca de serviços financeiros que priorizam rentabilidade e atendimento personalizado. No entanto, o planejamento sucessório ainda é uma prática pouco explorada, conforme aponta Sharon Halpern, especialista em wealth management da Blackbird Investimentos. Ela destaca que muitos clientes desconhecem a importância desse planejamento, que é culturalmente mais desenvolvido em países como os Estados Unidos.
O planejamento sucessório envolve a transferência de bens e recursos entre gerações e deve considerar a estrutura familiar, o volume de patrimônio e as fontes de renda. Halpern enfatiza que cada estratégia deve ser personalizada, respeitando os desejos do titular do patrimônio, como deixar recursos para os filhos.
Estratégias de Planejamento Sucessório
Entre as principais estratégias utilizadas por famílias de alta renda estão:
1. Previdência privada: Ferramenta que facilita a transferência de recursos aos beneficiários, evitando o inventário. Existem modalidades como PGBL e VGBL, que variam conforme o perfil do investidor. Contudo, Halpern alerta que não deve ser a única estratégia, pois depende de um período de acumulação.
2. Seguro de vida: Tem se destacado pela liquidez imediata que oferece aos beneficiários. O capital segurado não entra no inventário, acelerando o pagamento de custos relacionados. É mais acessível para pessoas jovens e de meia-idade.
3. Investimentos no exterior: Considerados por famílias que buscam diversificação e proteção patrimonial. É recomendado para quem possui um volume significativo de recursos, pois exige investimentos mínimos e custos de manutenção.
4. Holding: Criação de uma empresa que detém bens, facilitando a gestão e a transferência entre gerações. Essa estratégia é mais adequada para quem possui um patrimônio significativo, pois envolve custos e complexidade.
Essas estratégias são fundamentais para garantir uma sucessão patrimonial eficiente e evitar conflitos entre herdeiros. O planejamento deve ser realizado com o auxílio de profissionais especializados, como advogados e planejadores financeiros, para lidar com a complexidade tributária e patrimonial.
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