- O governador do Federal Reserve, Christopher Waller, apoia um corte de 25 pontos base nas taxas de juros na reunião de setembro.
- Ele destacou a fraqueza no mercado de trabalho e previu um relatório de empregos fraco para agosto.
- Waller acredita que a redução das taxas pode evitar a deterioração das condições do mercado de trabalho.
- Ele também mencionou que espera cortes adicionais nos próximos meses, pois as taxas estão acima do nível neutro.
- Waller questionou a precisão dos dados do Bureau of Labor Statistics, que podem indicar uma criação de empregos mais fraca do que a reportada.
O governador do Federal Reserve, Christopher Waller, manifestou apoio a um corte de 25 pontos base nas taxas de juros na reunião de setembro, destacando a fraqueza no mercado de trabalho. Em discurso realizado em Miami, Waller previu um relatório de empregos fraco para agosto, com revisões de dados sugerindo que a economia pode ter perdido empregos nos últimos meses.
Waller afirmou que, com base nas informações atuais, ele apoiaria a redução de juros na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto nos dias 16 e 17 de setembro. Ele expressou preocupação com a possibilidade de uma deterioração rápida das condições do mercado de trabalho e enfatizou a importância de não esperar por essa deterioração para ajustar a política monetária.
O governador, que foi um dos dois a discordar da decisão de manter a taxa de juros entre 4,25% e 4,5% em julho, acredita que a redução das taxas pode ajudar a evitar um agravamento da situação no mercado de trabalho. Waller também mencionou que espera cortes adicionais nos próximos meses, já que as taxas estão acima do nível neutro.
Ele antecipou que as revisões do Bureau of Labor Statistics (BLS) podem mostrar que a economia criou, em média, 60 mil empregos a menos por mês do que o inicialmente reportado. Essa revisão indicaria que o emprego no setor privado encolheu nos últimos três meses, refletindo uma criação de empregos mais fraca do que a prevista.
Waller, que foi nomeado por Donald Trump, questionou a precisão dos dados do BLS, especialmente após a demissão do comissário do órgão e a nomeação de um novo chefe. Ele discordou da visão de que o mercado de trabalho está “sólido”, argumentando que a baixa taxa de desemprego não reflete a demanda fraca por trabalho.
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