- O Itaú BBA reafirmou a recomendação de compra para as ações da Suzano e Klabin, destacando a atratividade das empresas no setor de papel e celulose.
- O preço-alvo das ações da Suzano foi elevado de R$ 63 para R$ 70 até o final de 2026, com potencial de valorização de 33%.
- A projeção de Ebitda para a Suzano permanece 12% abaixo do consenso, mas a empresa deve compensar com a joint venture com a Kimberly-Clark.
- Para a Klabin, o preço-alvo foi reduzido de R$ 25 para R$ 23, ainda com potencial de valorização de 25%.
- O setor de papel e celulose deve melhorar até 2026, com preços de celulose podendo atingir US$ 580 por tonelada.
O Itaú BBA reafirmou a recomendação de compra para as ações da Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), destacando a atratividade de ambas as empresas no setor de papel e celulose. A análise foi atualizada com base nos resultados do segundo trimestre e nas expectativas de valorização do real.
A instituição financeira elevou o preço-alvo das ações da Suzano de R$ 63 para R$ 70 até o final de 2026, o que representa um potencial de valorização de 33%. A projeção de Ebitda para 2026 permanece cerca de 12% abaixo do consenso, mas a Suzano deve compensar o impacto negativo do câmbio com o Ebitda da joint venture com a Kimberly-Clark, prevista para ser finalizada até meados de 2026.
Expectativas para Klabin
Para a Klabin, o Itaú BBA manteve a recomendação de compra, mas reduziu o preço-alvo de R$ 25 para R$ 23 por ação até 2026, ainda com um potencial de valorização de 25%. A Klabin negocia atualmente a 6,2 vezes o valor da firma sobre o Ebitda, abaixo da média histórica de 8,0 a 8,5 vezes, o que é considerado atrativo.
O banco projeta um yield médio de fluxo de caixa livre de 7% entre 2025 e 2027, excluindo o Projeto Plateau, o que deve resultar em um yield médio de dividendos de 5,5% no mesmo período. Apesar das perspectivas positivas, o Itaú BBA alerta para as incertezas que ainda permeiam o setor, especialmente em relação a gatilhos de curto prazo.
Cenário do Setor
O setor de papel e celulose enfrenta um cenário de recuperação, impulsionado por fusões e aquisições, como a compra da Kimberly-Clark pela Suzano e a venda de ativos florestais pela Klabin. O banco projeta uma melhora no balanço global de oferta e demanda de celulose até 2026, com preços podendo atingir US$ 580 por tonelada.
Entre na conversa da comunidade