- A Marfrig anunciou o encerramento do contrato de venda de unidades de abate no Uruguai, avaliado em R$ 675 milhões, alegando descumprimento de condições.
- A Minerva contesta a decisão, afirmando que o contrato ainda está em vigor e depende da aprovação da autoridade concorrencial uruguaia.
- A transação envolve a aquisição de 16 unidades de abate na América do Sul, totalizando R$ 7,5 bilhões.
- A Comissão de Defesa da Concorrência do Uruguai já havia barrado a compra de três unidades, citando que isso daria à Minerva cerca de 43% da capacidade de abate de bovinos no país.
- Após o anúncio do encerramento, as ações da Marfrig subiram até 6,1%, enquanto as da Minerva oscilaram, com um ganho inicial que foi posteriormente perdido.
As empresas Minerva e Marfrig estão em um impasse sobre um contrato de venda de unidades de abate no Uruguai, avaliado em R$ 675 milhões. A Marfrig anunciou o encerramento do acordo, alegando que as condições suspensivas não foram cumpridas no prazo de 24 meses.
Apesar da declaração da Marfrig, que afirma que as três unidades de abate continuam operando normalmente, a Minerva contesta essa decisão. A empresa sustenta que o contrato permanece em vigor e que a operação depende da aprovação da autoridade concorrencial uruguaia. A Minerva se declarou “engajada” na busca por essa aprovação.
Contexto da Negociação
A transação faz parte de um negócio mais amplo, onde a Minerva pretendia adquirir um total de 16 unidades de abate da Marfrig na América do Sul, totalizando R$ 7,5 bilhões. No entanto, a Comissão de Defesa da Concorrência do Uruguai já havia barrado a aquisição das três unidades, argumentando que isso conferiria à Minerva cerca de 43% da capacidade de abate de bovinos no país.
As discordâncias entre as duas empresas não foram detalhadas nos comunicados, mas a situação evidencia a complexidade das negociações no setor. O desenrolar deste caso poderá impactar não apenas as operações das empresas, mas também o mercado de carne bovina na região.
Reação do Mercado
Após o anúncio do encerramento do contrato, as ações da Marfrig reagiram positivamente, subindo até 6,1% em São Paulo. Por outro lado, as ações da Minerva oscilaram, com um ganho inicial de 2% que foi posteriormente apagado. A disputa entre as duas empresas reflete a dinâmica do mercado de carne bovina e as complexidades das regulamentações antitruste na região.
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