- O Brasil abriu o mercado para exportação de farinhas bovina e suína ao México, em troca da importação de derivados de atum.
- O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura durante uma missão oficial ao México, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
- O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que a parceria pode aumentar as relações comerciais entre os países.
- Um memorando de entendimento foi assinado para promover a cooperação e a rastreabilidade dos produtos agropecuários.
- O Brasil planeja habilitar mais 14 plantas de frigoríficos para exportar carne ao México, ampliando as oportunidades de negócios.
O Brasil formalizou a abertura do mercado para exportação de farinhas bovina e suína ao México, em troca da importação de derivados de atum. O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura durante uma missão oficial ao país, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Essa iniciativa visa expandir as exportações agropecuárias brasileiras, especialmente em um cenário de restrições comerciais impostas pelo tarifaço de Donald Trump.
Durante a visita, Alckmin se reuniu com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, destacando a importância da cooperação entre os dois países. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que essa parceria pode resultar em um aumento significativo nas relações comerciais. “É um trabalho conjunto que dá resultados e tem tudo para crescer ainda mais as nossas relações”, declarou Fávaro.
Acordos e Cooperação
Os dois países assinaram um memorando de entendimento para promover a cooperação mútua e a rastreabilidade dos produtos agropecuários. Além disso, foram discutidas atualizações nos acordos comerciais existentes, com a continuidade do Pacote contra a Inflação e a Carestia (Pacic). O México já representa 50,4% das exportações adicionais agropecuárias brasileiras desde 2023, tornando-se um mercado estratégico.
O governo mexicano também se comprometeu a implementar um protocolo de regionalização em casos de gripe aviária, permitindo uma avaliação rápida para a comercialização de produtos avícolas. Fávaro anunciou que o Brasil planeja habilitar mais 14 plantas de frigoríficos para exportar carne bovina, suína e de aves ao México, ampliando as oportunidades de negócios.
Novas Oportunidades
Além das farinhas, o Brasil abrirá seu mercado para pêssegos e aspargos mexicanos, reforçando a troca comercial. Em contrapartida, o México permitirá a entrada de produtos brasileiros, como os derivados de atum. Essa troca é vista como uma forma de fortalecer as relações comerciais entre os países, que já abriram 415 novos mercados desde 2023.
O Brasil, que produziu cerca de 3,7 milhões de toneladas de farinhas de origem animal em 2024, ainda tem um grande potencial a ser explorado, já que apenas 9% desse total foi exportado até agora. Com a nova abertura, o país busca diversificar suas exportações e aumentar sua presença no mercado mexicano, que se mostra promissor para produtos de reciclagem animal.
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