- David Raymond Brown, ex-produtor de cinema, foi preso na Carolina do Sul, acusado de lavagem de dinheiro, fraude e roubo de identidade.
- Ele enfrenta 21 processos e pode ser condenado a mais de 300 anos de prisão.
- Brown desviou mais de US$ 12 milhões usando empresas de fachada, com esquemas que incluíam contratos fraudulentos para testes de Covid-19.
- Os recursos foram utilizados para comprar veículos luxuosos e realizar reformas em sua casa, além de gastos com serviços de barriga de aluguel.
- O caso está sob investigação do FBI e da Divisão de Investigações Criminais da Receita Federal dos EUA, que continuam a reunir evidências sobre suas atividades fraudulentas.
David Raymond Brown, ex-produtor de cinema, foi preso na quarta-feira (27) na Carolina do Sul, acusado de crimes como lavagem de dinheiro, fraude e roubo de identidade. Brown, de 39 anos, é conhecido por seu trabalho em filmes como “O Aprendiz” e “A Vida Depois”. Ele enfrenta 21 processos e pode ser condenado a mais de 300 anos de prisão.
As investigações revelaram que Brown, anteriormente conhecido como “David Brown Levy” e “David Addison Brown”, utilizou empresas de fachada para aplicar golpes que totalizaram mais de US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 65 milhões). Os esquemas incluíam contratos fraudulentos para testes de Covid-19 e desvios de verbas destinadas à produção de filmes independentes.
Detalhes da Acusação
Brown fez sua primeira aparição no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Columbia, onde a leitura formal da acusação ocorrerá nas próximas semanas em Los Angeles. Entre os métodos de fraude, ele firmou contratos em nome de suas empresas e transferiu os recursos para suas contas pessoais. Os fundos foram utilizados para adquirir veículos luxuosos, como uma Mercedes-Benz G-Wagon 2025 e três Teslas, além de pagar a hipoteca de sua casa e realizar reformas, incluindo uma piscina de US$ 99 mil.
Além disso, Brown gastou mais de US$ 70 mil em serviços de barriga de aluguel e comprou uma casa para sua mãe. Se condenado, ele pode enfrentar penas severas: até 20 anos de prisão para cada acusação de fraude eletrônica e até 10 anos para cada caso de lavagem de dinheiro.
Investigação em Andamento
O caso está sendo investigado pelo FBI e pela Divisão de Investigações Criminais da Receita Federal dos EUA. As autoridades continuam a reunir evidências sobre as atividades fraudulentas de Brown, que se estenderam de dezembro de 2021 até agosto deste ano. A complexidade do esquema e o montante desviado chamaram a atenção das autoridades, que buscam responsabilizar o ex-produtor por suas ações.
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