- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a postura dos Estados Unidos nas negociações comerciais.
- O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, cancelou uma reunião com Haddad, mas recebeu o deputado Eduardo Bolsonaro logo após.
- O Brasil acionou a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas impostas pelos EUA, com um prazo de até 210 dias para a implementação das medidas.
- Haddad destacou a queda das exportações brasileiras para os EUA, que passaram de 25% no início do século para 12% atualmente.
- O ministro também abordou a alta taxa de juros no Brasil, afirmando que a taxa de 10% de juro real é muito restritiva para a economia.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a postura dos Estados Unidos nas negociações comerciais, especialmente após o cancelamento de uma reunião com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. O cancelamento foi justificado por uma suposta “falta de agenda”, enquanto Bessent recebeu o deputado Eduardo Bolsonaro logo em seguida. Essa situação levanta questões sobre a disposição da Casa Branca para dialogar.
A declaração foi feita em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, e ocorre após o Brasil acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro já enviou a comunicação oficial sobre a retaliação, que estabelece um prazo de até 210 dias para a efetivação das medidas. Haddad destacou que a relação comercial entre os dois países tem se deteriorado, com as exportações brasileiras para os EUA caindo de 25% no início do século para apenas 12% atualmente.
Busca por Novos Mercados
Diante desse cenário, o Brasil intensificou a busca por novos mercados. Haddad enfatizou que o presidente Lula está focado em abrir novas oportunidades comerciais, enquanto a política americana dificulta um diálogo construtivo. O ministro questionou a falta de vontade da Casa Branca em negociar, considerando a importância do Brasil no comércio global.
Além disso, Haddad defendeu a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, argumentando que isso corrigiria desigualdades históricas. Ele também reconheceu os desafios enfrentados pelas estatais, citando os Correios como um caso delicado devido a problemas estruturais.
Desafios Econômicos
O ministro abordou a alta taxa de juros no Brasil, afirmando que 10% de juro real é muito restritivo e que isso impacta a economia. Haddad destacou que a desconfiança do mercado influencia o cenário econômico, mas que as diferenças em relação ao Banco Central devem ser encaradas de forma natural.
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