- Na manhã de quinta-feira, 28, a Operação Carbono Oculto mobilizou cerca de 1.400 agentes em uma ação contra o crime organizado na economia formal.
- A operação teve foco em setores como combustíveis e instituições financeiras, com 200 mandados de busca e apreensão em dez estados.
- Um dos principais alvos foi a Reag Investimentos, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, onde foram realizadas buscas em 42 endereços.
- A operação investiga movimentações de aproximadamente R$ 52 bilhões pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) através de 40 fundos de investimento.
- A Reag Investimentos teve suas atividades impactadas, com apreensão de documentos e queda de 15% em suas ações no mercado.
Na manhã da última quinta-feira, 28, a Operação Carbono Oculto mobilizou cerca de 1.400 agentes em uma ação contra a infiltração do crime organizado na economia formal, com foco em setores como combustíveis e instituições financeiras. A operação, que envolveu 200 mandados de busca e apreensão em dez estados, teve como um dos principais alvos a Reag Investimentos, localizada na avenida Faria Lima, em São Paulo.
Os agentes da Polícia Federal, Polícia Militar e Receita Federal realizaram buscas em 42 endereços na região, onde se suspeita que o PCC tenha movimentado aproximadamente R$ 52 bilhões por meio de 40 fundos de investimento. A operação também resultou na apreensão de documentos e na lacração de imóveis, incluindo as instalações da Reag, que viu suas ações despencarem 15% no mercado.
Impacto no Mercado Financeiro
Enquanto a operação ocorria, o índice Bovespa registrava alta de 1,32%, alcançando 141.049 pontos, o segundo maior valor da história. O clima na Faria Lima, no entanto, era de tensão, com relatos de comerciantes e funcionários assustados pela presença massiva de policiais armados. Um comerciante local expressou preocupação com a imagem do seu negócio, pedindo aos policiais que não ostentassem armas na entrada.
A operação revelou a complexidade das operações financeiras ligadas ao crime organizado, com um gestor local destacando que a preocupação com a infiltração de facções criminosas na economia formal é recente, mas crescente. A Reag Investimentos e o BK Bank estão entre as instituições sob investigação, com o último apresentando movimentações financeiras suspeitas que podem estar ligadas ao PCC.
Desdobramentos e Expectativas
Após a operação, os grupos de gestores na Faria Lima discutiam a possibilidade de uma segunda fase da Carbono Oculto, dada a quantidade de documentos apreendidos e a gravidade das acusações. A expectativa é que novas ações possam ocorrer em breve, aprofundando as investigações sobre a relação entre o crime organizado e o setor financeiro.
As autoridades continuam a investigar redes complexas que podem estar infiltradas na economia brasileira, com a operação sendo considerada um passo significativo para desmantelar essas conexões. A indisponibilidade de usinas de álcool e redes de postos de gasolina também foi decretada, evidenciando a abrangência da ação.
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