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Ações brasileiras devem se valorizar com corte do Fed, aponta JPMorgan

JPMorgan prevê cortes na taxa Selic e recomenda ações brasileiras, substituindo Banco do Brasil por Nubank em seu portfólio.

Foto: Reprodução
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  • O JPMorgan reafirmou a recomendação de compra de ações brasileiras, prevendo cortes na taxa Selic de 15% para 10,75%.
  • O primeiro corte deve ocorrer em dezembro, beneficiando o mercado local.
  • O banco revisitou ciclos de afrouxamento monetário do Federal Reserve (Fed) e acredita que o atual pode ser diferente, favorecendo cortes de juros na América Latina.
  • O JPMorgan retirou o Banco do Brasil do portfólio e adicionou o Nubank, que apresenta maior potencial de valorização.
  • O relatório também aponta um cenário otimista para a Argentina, enquanto o Chile é classificado como neutro e o Peru e a Colômbia enfrentam desafios.

O JPMorgan reafirmou sua recomendação de compra de ações brasileiras, prevendo cortes na taxa Selic, atualmente em 15%, para 10,75%. A expectativa é que o primeiro corte ocorra em dezembro, impulsionando o mercado local. O banco acredita que o cenário de “pouso suave” da economia americana permitirá que o Brasil reduza juros sem a pressão de fuga de capitais.

Em um novo relatório, o JPMorgan revisitou ciclos de afrouxamento monetário do Federal Reserve (Fed) e destacou que o atual pode ser diferente dos anteriores, que geralmente ocorreram em crises. A equipe do banco acredita que a combinação de um dólar mais fraco e a desaceleração da economia dos EUA favorecerá cortes de juros na América Latina, potencializando retornos positivos no mercado de ações.

Mudanças no Portfólio

O JPMorgan também fez ajustes em seu portfólio, removendo o Banco do Brasil e adicionando o Nubank. A decisão de retirar o Banco do Brasil se deve à deterioração na qualidade dos ativos do agronegócio, que impactou negativamente os lucros e dividendos. Em contrapartida, o Nubank é visto como uma aposta promissora, com operações no México alcançando o ponto de equilíbrio ainda neste ano.

Os analistas do banco destacam que, historicamente, os mercados emergentes superaram os desenvolvidos durante os ciclos de afrouxamento do Fed. No entanto, o desempenho durante o ciclo completo de afrouxamento tende a ser negativo, refletindo períodos de crise. O JPMorgan acredita que o ciclo atual pode manter uma tendência positiva, especialmente para o Brasil, que se destaca na região.

Cenário Regional

Além do Brasil, o relatório aponta um cenário otimista para a Argentina, com inflação em queda e crescimento acelerado. O México apresenta estabilidade, mas as negociações do USMCA podem trazer mudanças. O Chile é classificado como neutro, enquanto o Peru e a Colômbia enfrentam desafios que tornam seus mercados menos atrativos.

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