- Desde 27 de setembro, as ações de e-commerce, especialmente Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), apresentaram altas significativas.
- MGLU3 subiu 18,3% em quatro pregões, enquanto BHIA3 teve um aumento de 69,4%, com 19,77% apenas na última segunda-feira.
- As altas são impulsionadas por expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos e um fenômeno de short squeeze.
- A mudança no controle da Casas Bahia para a Mapa Capital pode resultar em melhorias operacionais e redução de despesas financeiras em R$ 230 milhões.
- A expectativa é que a nova gestão contribua para a recuperação financeira da empresa em um cenário de juros mais baixos e aumento do consumo.
Desde o dia 27 de setembro, as ações de e-commerce, especialmente Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), têm apresentado um desempenho notável no mercado. MGLU3 registrou uma alta de 18,3% em quatro pregões, enquanto BHIA3 subiu 69,4%, com um avanço de 19,77% apenas na última segunda-feira. Esse movimento é impulsionado por expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos e um fenômeno de short squeeze.
O economista Danilo Coelho destaca que a expectativa de queda nas taxas de juros nos EUA gera um ambiente favorável para o consumo no Brasil. “Isso estimula as ações de varejo, uma vez que a queda de juros torna o cenário mais atrativo para o consumo,” afirma Coelho. Além disso, a aproximação do período eleitoral pode aumentar os gastos do governo, incentivando ainda mais o consumo das famílias.
Fatores Técnicos e Mudanças de Controle
Outro fator que contribui para a alta das ações da Casas Bahia é a mudança no controle da empresa, agora sob a gestão da Mapa Capital. Essa gestora é especializada em gestão de participações e pode trazer melhorias operacionais significativas. A expectativa é que essa mudança reduza a alavancagem da companhia em 0,7 vezes o Ebitda, resultando em uma economia de cerca de R$ 230 milhões em despesas financeiras.
Operadores de mercado também observam um movimento de short squeeze, onde investidores que apostaram na queda das ações são forçados a comprar, aumentando ainda mais os preços. Esse fenômeno já havia sido observado em março, quando as ações da Casas Bahia também apresentaram alta significativa.
Expectativas Futuras
A XP Investimentos aponta que a dívida bruta da Casas Bahia era de R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2025, com uma dívida líquida de R$ 3,2 bilhões e um Ebitda de R$ 2,15 bilhões. A expectativa é que a nova gestão contribua para uma recuperação financeira, beneficiando a empresa em um cenário de juros mais baixos e aumento do consumo.
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