- O governo federal está considerando estabelecer um teto para as taxas de juros do crédito consignado privado.
- A proposta foi mencionada pelo secretário de Reformas Microeconômicas, Marcos Barbosa Pinto, em resposta a abusos nas cobranças.
- O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também se manifestou a favor de um limite para os juros.
- O governo planeja implementar a portabilidade no consignado privado e alertas sobre taxas elevadas, com melhorias tecnológicas previstas para o final do ano.
- O crédito consignado tem crescido, com concessões de R$ 300 milhões por dia, beneficiando trabalhadores com renda de até dois salários mínimos.
BRASÍLIA – O governo federal está avaliando a possibilidade de estabelecer um teto para as taxas de juros do crédito consignado privado, conforme declarado pelo secretário de Reformas Microeconômicas, Marcos Barbosa Pinto. A discussão sobre a regulação das taxas, que já ocorre desde o início do programa, ganhou força após a identificação de abusos nas cobranças por algumas instituições financeiras.
Na última semana, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também abordou a questão de um limite para os juros. Pinto destacou que, embora a lei permita a fixação de um teto, é crucial considerar que essa medida pode excluir alguns consumidores do programa. Atualmente, muitos estão migrando de linhas de crédito mais caras para o consignado privado, que apresenta uma taxa média de 3,6% ao mês, em comparação aos 12% ao mês do crédito sem garantia.
Medidas Intermediárias
Para mitigar os juros altos, o governo planeja implementar a portabilidade no consignado privado e um sistema de alertas para informar os tomadores sobre taxas elevadas. Essas iniciativas dependem de melhorias na tecnologia da informação, previstas para serem concluídas até o final do ano. Pinto enfatizou que é fundamental aprimorar o sistema para garantir que os consumidores tenham acesso a opções de crédito mais vantajosas.
Além disso, o secretário mencionou a necessidade de aumentar a tributação sobre as bets, uma proposta que está em tramitação no Congresso. Ele argumentou que a isenção de Imposto de Renda nas Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio está distorcendo o mercado e elevando os juros de toda a economia.
O programa de crédito consignado tem demonstrado um crescimento significativo, com uma concessão de R$ 300 milhões em crédito por dia. Essa expansão está beneficiando principalmente trabalhadores com renda de até dois salários mínimos, que frequentemente enfrentam dificuldades para acessar crédito a taxas justas.
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