- A economia da Califórnia pode perder até $278 bilhões em seu PIB devido ao aumento da fiscalização de imigração sob a administração Trump.
- Os setores de agricultura, construção e hospitalidade são os mais afetados pela dependência de trabalhadores imigrantes.
- Na agricultura, 63% dos trabalhadores são imigrantes, com 24% sem documentação.
- O setor de construção também enfrenta escassez de mão de obra, com mais de 60% dos trabalhadores sendo imigrantes.
- Em Los Angeles, negócios relatam dificuldades e queda nas vendas, com uma proprietária de restaurante mencionando uma redução de 70% nas vendas em junho.
A economia da Califórnia, uma das maiores do mundo, enfrenta riscos significativos devido ao aumento da fiscalização de imigração sob a administração Trump. Estima-se que o estado possa perder até $278 bilhões em seu PIB, afetando setores cruciais como agricultura, construção e hospitalidade.
A dependência da Califórnia em relação a trabalhadores imigrantes é evidente em diversas indústrias. Na agricultura, por exemplo, 63% dos trabalhadores são imigrantes, com 24% deles sem documentação. Joe Garcia, presidente da California Farmworker Association, destaca que sem esses trabalhadores, a produção de alimentos estaria comprometida. “Eles fazem os trabalhos que garantem que haja comida em nossas mesas”, afirma.
Além da agricultura, o setor de construção também é fortemente impactado. Mais de 60% dos trabalhadores da construção são imigrantes, e a escassez de mão de obra já era uma preocupação antes das mudanças nas políticas de imigração. Anirban Basu, economista-chefe da Associated Builders and Contractors, ressalta que a falta de trabalhadores qualificados é um desafio contínuo.
Os efeitos das políticas de imigração já são visíveis em Los Angeles, onde negócios enfrentam dificuldades devido a operações da ICE e a um clima de incerteza. Courtney Kaplan, proprietária de restaurantes na cidade, relata uma queda de 70% nas vendas em junho, refletindo o impacto das mudanças nas políticas e a percepção de insegurança.
A administração Trump defende que o mercado de trabalho americano pode se adaptar à falta de mão de obra imigrante, afirmando que há muitos jovens americanos não empregados. No entanto, a realidade nos setores dependentes de imigrantes sugere que a situação é mais complexa, com muitos empresários preocupados com o futuro de suas operações.
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