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Abstartups estabelece meta de 100 mil startups no Brasil em uma década

Abstartups visa aumentar o número de startups para 100 mil e criar 10 unicórnios até 2035, com foco na Amazônia e revisão do Marco Legal.

Lindomar Góes, Camila Florentino e Waldir Souza, da Abstartups, posam juntos como a chapa de três fundadores de startups (Foto: Reprodução)
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  • Lindomar Góes é o novo presidente da Abstartups e anunciou um plano para transformar a associação e o ecossistema de startups no Brasil.
  • A meta é alcançar 100 mil startups e 10 unicórnios até 2035, com foco inicial na região Norte, que abriga apenas 4,6% das startups do país.
  • O plano inclui o Pacto da Amazônia, que visa unir universidades, governos e investidores para fomentar a inovação na região.
  • A Abstartups busca revisar o Marco Legal das Startups, instituído em 2021, para facilitar investimentos e introduzir contratos de investimento conversível.
  • A associação também pretende investir em startups verdes e de economia digital, com ênfase em inovações em inteligência artificial.

Lindomar Góes, novo presidente da Abstartups, anunciou um plano audacioso para transformar a associação e o ecossistema de startups no Brasil. Com a meta de atingir 100 mil startups e 10 unicórnios até 2035, o foco inicial será a região Norte, onde apenas 4,6% das startups estão localizadas, segundo dados da associação.

Góes, que assumiu a presidência em outubro de 2022, é o primeiro líder da Abstartups oriundo da região Norte. Ele acredita que o crescimento do setor pode ser impulsionado por meio de um movimento colaborativo, envolvendo universidades, governos e investidores. O plano inclui o Pacto da Amazônia, que visa articular esforços entre diversos atores para fomentar a inovação na região.

O Brasil atualmente possui cerca de 20 mil startups, e para alcançar a meta de 100 mil, será necessário um crescimento médio de 8 mil novas startups por ano. Entretanto, a criação de 10 unicórnios representa um desafio maior, considerando que o país conta com apenas 25 empresas que já ultrapassaram US$ 1 bilhão em valor de mercado.

Para viabilizar esse crescimento, a Abstartups busca uma revisão do Marco Legal das Startups, que foi instituído em 2021. A associação argumenta que o marco atual não atende aos padrões globais e propõe mudanças que facilitem o investimento em startups, como a implementação de contratos de investimento conversível, inspirados no modelo americano SAFE.

Além disso, a Abstartups planeja investir em startups verdes e de economia digital, com especial atenção para inovações em inteligência artificial. A associação já iniciou diálogos com o Ministério de Ciência e Tecnologia e outras entidades governamentais, embora ainda não tenha concretizado parcerias. A expectativa é que essas iniciativas ajudem a criar um ambiente mais favorável para o surgimento de novas startups, especialmente na Amazônia.

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