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Economistas alertam sobre riscos à independência do Fed com ações de Trump

Trump demite governadora do Fed, Lisa Cook, e pressiona por mudanças na taxa de juros, aumentando incertezas sobre a política monetária dos EUA

Sanepar apresenta uma dívida de R$ 4 bilhões em precatórios e um valor reduzido em dividendos (Foto: Reprodução)
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  • A relação entre Donald Trump e Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), é marcada por tensões, com Trump criticando Powell por não reduzir as taxas de juros.
  • Trump anunciou a demissão da governadora do Fed, Lisa Cook, alegando fraudes hipotecárias, mas Cook se recusa a renunciar.
  • Essa é a primeira vez em 112 anos que um presidente tenta demitir um membro do Fed.
  • A pressão sobre Powell e a possibilidade de sua demissão geram incertezas sobre a política monetária nos Estados Unidos.
  • Powell defende que suas decisões são baseadas em análises econômicas e não políticas, e já afirmou que não renunciará.

A relação entre Donald Trump e Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), continua tensa. Desde o início de seu segundo mandato, Trump criticou Powell por não reduzir as taxas de juros e ameaçou demiti-lo, algo inédito na história dos EUA. A demissão de Powell poderia impactar diretamente a política monetária do país, uma vez que ele foi nomeado por Trump em 2018 e reconduzido por Joe Biden em 2022.

Recentemente, Trump anunciou a demissão da governadora do Fed, Lisa Cook, alegando fraudes hipotecárias. No entanto, Cook se recusa a renunciar e afirma que continuará no cargo. Essa situação marca a primeira vez em 112 anos que um presidente tenta demitir um membro do Fed. Para Paulo Feldmann, professor de economia da USP, a saída de Powell poderia comprometer a independência do banco central, que é crucial para a estabilidade econômica.

Trump pressiona o Fed para reduzir a taxa de juros, atualmente entre 4,25% e 4,5%, argumentando que isso impede o crescimento econômico. Powell, por sua vez, defende que suas decisões são baseadas em análises econômicas, não políticas. A pressão de Trump é vista como parte de uma tentativa de controlar a política monetária para atender a seus objetivos eleitorais, segundo Michelle Weaver, analista do Morgan Stanley.

A demissão de Powell, no entanto, seria um movimento sem precedentes e poderia gerar uma crise institucional. A legislação americana protege a independência do Fed, permitindo a demissão de membros apenas em casos de má conduta. Powell já afirmou que não renunciaria, mesmo sob pressão. A situação atual levanta incertezas sobre o futuro da política monetária nos EUA, especialmente com a possibilidade de cortes nas taxas de juros em um cenário de crescente pressão política.

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