- O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu apenas 0,04% no segundo trimestre, abaixo das expectativas que variavam entre 0,14% e 0,5%.
- O índice Ibovespa opera em baixa de 0,88%, atingindo 140.046 pontos, refletindo a frustração dos investidores.
- O dólar está cotado a R$ 5,48, com a desvalorização do índice influenciada pelo baixo crescimento do PIB.
- Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e S&P 500 caem 1,29% e 1,26%, respectivamente, devido a tensões no comércio exterior.
- O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) começou, gerando volatilidade no mercado e incertezas sobre a política monetária.
Os mercados financeiros iniciam esta terça-feira, 2, com grande expectativa em relação à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O PIB do segundo trimestre cresceu apenas 0,04%, abaixo das previsões que variavam entre 0,14% e 0,5%. Esse resultado reflete a desaceleração da economia, impactada pela política monetária do Banco Central e a performance do setor agropecuário, que registrou queda de 0,1%.
O Ibovespa opera em baixa de 0,88%, atingindo 140.046 pontos por volta das 10h40. A desvalorização do índice é influenciada pela frustração dos investidores com o crescimento do PIB, que, embora tenha superado a expectativa de 0,3%, não correspondeu ao que se esperava em termos de desaceleração. O dólar também subiu, cotado a R$ 5,48.
Cenário Internacional
Nos Estados Unidos, os índices de ações enfrentam forte queda, com o Dow Jones recuando 1,29% e o S&P 500 caindo 1,26%. As tensões no comércio exterior, especialmente após decisões judiciais sobre tarifas de importação, impactam o mercado. Na Europa, o CAC 40 francês e o DAX alemão também registram perdas significativas, refletindo um início de setembro tradicionalmente negativo.
Julgamento de Jair Bolsonaro
O julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe de Estado começou hoje, adicionando volatilidade ao ambiente político. A analista de renda variável da Rico, Bruna Sene, destacou que o mercado está cauteloso, considerando a possibilidade de novas sanções dos EUA ao Brasil. O desfecho desse julgamento pode influenciar a percepção do mercado e a política monetária.
As expectativas para o futuro permanecem incertas. O resultado do PIB pode impactar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que pode iniciar cortes na taxa Selic apenas em 2026. O cenário continua tenso, com investidores atentos às repercussões do julgamento e ao desempenho do mercado americano.
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