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PIB do Brasil cresce 0,4% no segundo trimestre, impulsionado pelo setor de serviços

PIB do Brasil cresce 0,4% no segundo trimestre de 2025, mas desacelera em meio a alta da Selic e queda no consumo do governo

Serviços prestados às famílias, impulsionados pela alta na renda, sustentaram o crescimento da atividade econômica no segundo trimestre de 2025 (Foto: Reprodução)
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  • O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • Este crescimento é uma desaceleração em relação ao aumento de 1,3% no primeiro trimestre, que foi impulsionado por uma supersafra de soja.
  • O setor de serviços liderou o crescimento, com alta de 0,6%, enquanto a indústria cresceu 0,5%. A agropecuária teve uma leve queda de 0,1%.
  • A taxa Selic subiu para 15% ao ano, impactando negativamente o consumo e os investimentos, que caíram 2,2%. O consumo das famílias aumentou 0,5%, mas o consumo do governo caiu 0,6%.
  • Economistas alertam que juros altos e incertezas globais podem limitar o crescimento futuro, com projeções de PIB para 2025 variando entre 2,2% e 2,5%.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado, embora positivo, representa uma desaceleração significativa em relação ao crescimento de 1,3% registrado no primeiro trimestre, impulsionado por uma supersafra de soja.

O crescimento do PIB foi superior à expectativa do mercado, que previa uma alta de 0,3%. O setor de serviços foi o principal motor desse crescimento, com um aumento de 0,6%, enquanto a indústria cresceu 0,5%. Em contrapartida, a agropecuária apresentou uma leve queda de 0,1%, refletindo a normalização após um desempenho excepcional no início do ano.

Impacto da Política Monetária

A alta da taxa Selic, que alcançou 15% ao ano, tem sido um fator crucial na desaceleração econômica. Essa política monetária restritiva, implementada pelo Banco Central para controlar a inflação, impactou diretamente o consumo e os investimentos. A formação bruta de capital fixo caiu 2,2%, interrompendo uma sequência de crescimento.

O consumo das famílias, por outro lado, cresceu 0,5%, sustentado por um mercado de trabalho aquecido e aumento da renda média. Apesar disso, o consumo do governo caiu 0,6%, refletindo a aprovação tardia do orçamento e a redução dos benefícios sociais.

Cenário Externo e Expectativas

Os dados do PIB ainda não refletem os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. Economistas alertam que a combinação de juros altos e incertezas globais pode limitar o crescimento nos próximos meses. As projeções para o PIB em 2025 variam entre 2,2% e 2,5%, com um viés de baixa.

O desempenho do setor de serviços, que representa cerca de 70% da economia, foi impulsionado por atividades financeiras e de comunicação. No entanto, o varejo, dependente de crédito, mostrou estagnação, evidenciando os desafios enfrentados pela economia brasileira em um cenário de juros elevados e restrições de crédito.

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