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Raízen avalia venda de participação para Mitsubishi, segundo fontes do setor

Raízen busca R$ 10 bilhões para reestruturação financeira enquanto negocia participação com a Mitsubishi para reduzir dívida de R$ 49,2 bilhões

Diretor financeiro da Raízen, Rafael Bergman, participa de teleconferência sobre negociações de capital com acionistas (Foto: Reprodução)
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  • A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, enfrenta dificuldades financeiras com uma dívida líquida de R$ 49,2 bilhões, aumento de 56% em relação ao ano anterior.
  • A empresa busca levantar R$ 10 bilhões para reestruturação e está em negociações iniciais com a Mitsubishi para a venda de uma participação.
  • A Raízen reportou um prejuízo líquido de R$ 1,84 bilhão no primeiro trimestre do ano fiscal 2025-2026.
  • O Banco Itaú BBA, Lazard e Citigroup assessoram as partes nas negociações, enquanto a Cosan implementa um plano de desinvestimentos.
  • As ações da Raízen subiram 3,2% após a divulgação das negociações, mas ainda acumulam queda de 43% no ano.

A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, está em busca de reestruturação financeira devido a uma dívida líquida de R$ 49,2 bilhões, que cresceu 56% em relação ao ano anterior. Para enfrentar essa situação, a empresa planeja levantar R$ 10 bilhões e está em negociações iniciais com a Mitsubishi para a venda de uma participação.

As conversas com a Mitsubishi estão em estágio preliminar, com a empresa japonesa avaliando a possibilidade de fazer uma proposta. A Raízen, que atua na produção de açúcar e etanol, reportou um prejuízo líquido de R$ 1,84 bilhão no primeiro trimestre do ano fiscal 2025-2026. A alavancagem da companhia atingiu 4,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

O Banco Itaú BBA, Lazard e Citigroup estão assessorando as partes envolvidas nas negociações. A Cosan, controladora da Raízen, está implementando um plano de desinvestimentos e desacelerando a expansão devido aos altos custos de empréstimos no Brasil. O CEO da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a empresa não pretende injetar capital próprio na Raízen, mas considera a entrada de um parceiro estratégico como uma alternativa viável.

As ações da Raízen apresentaram uma leve alta de 3,2% após a divulgação das negociações, embora ainda acumulem uma queda de 43% no ano. O diretor financeiro da Raízen, Rafael Bergman, destacou que a empresa está em busca ativa de capital com seus acionistas controladores, enquanto outras propostas de investidores devem ser apresentadas até outubro.

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