- Senadores brasileiros aprovaram o plano de trabalho da Comissão Temporária Externa para Interlocução sobre as Relações Econômicas Bilaterais com os Estados Unidos (CTEUA) em dois de setembro.
- A comissão, presidida pelo senador Nelsinho Trad, foi criada para discutir o impacto das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, como carnes e café.
- O plano inclui audiências públicas programadas para 24 de setembro e uma reunião de encerramento em 1º de outubro.
- O governo brasileiro já respondeu à investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais.
- A comissão também acompanhará a implementação de um plano de contingência para mitigar os efeitos das tarifas, que podem chegar a 50%.
Senadores brasileiros aprovaram, nesta terça-feira, 2, o plano de trabalho da Comissão Temporária Externa para Interlocução sobre as Relações Econômicas Bilaterais com os Estados Unidos (CTEUA). O grupo, criado em julho, visa discutir o impacto das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros, como carnes e café, e reabrir diálogos comerciais.
A comissão, presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), busca promover uma interlocução entre parlamentares e o setor privado. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou a importância de um tratamento suprapartidário para abordar a questão. O plano inclui audiências públicas com autoridades e representantes do setor privado para atualizar informações sobre a investigação sob a Seção 301, que visa práticas comerciais desleais.
As audiências públicas estão programadas para 24 de setembro, e a reunião de encerramento da comissão ocorrerá em 1º de outubro. O documento aprovado ressalta a necessidade de ações para proteger o comércio e a economia nacional diante da imposição de tarifas de até 50% em setores relevantes. A comissão também acompanhará a implementação de um plano de contingência para mitigar os efeitos das tarifas.
O governo brasileiro já respondeu oficialmente à investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que acusa o Brasil de práticas desleais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, negou a adoção de medidas discriminatórias e defendeu o sistema de pagamentos Pix, contestando a base jurídica da ação americana.
A comitiva que visitou Washington em julho teve caráter suprapartidário e se reuniu com congressistas e representantes do setor empresarial americano, buscando reabrir canais de diálogo político e enfrentar as barreiras tarifárias.
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