- O Banco Central do Brasil pode iniciar cortes na taxa Selic em dezembro, com uma redução prevista de 0,50 pontos percentuais.
- A expectativa surge em um cenário de inflação acima da meta e desaceleração econômica.
- David Beker, do Bank of America, destaca que a expectativa de inflação está em queda e que o mercado está otimista quanto aos cortes.
- O Bank of America projeta que a Selic termine 2023 em 14,50% e que possa cair para 11,25% até o final de 2024.
- A pesquisa indica que 60% dos investidores acreditam que o Ibovespa encerrará o ano entre 145 mil e 150 mil pontos, com a expectativa de cortes na Selic influenciando o ambiente de investimentos.
O Banco Central do Brasil (BC) pode iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic já em dezembro, segundo David Beker, chefe de Economia do Bank of America (BofA). A previsão é de uma redução de 0,50 pontos percentuais. Essa expectativa surge em um contexto de inflação acima da meta e uma desaceleração da atividade econômica.
Beker destaca que a expectativa de inflação está em queda, embora ainda acima do desejado. Ele afirma que o mercado está mais otimista em relação a um corte de juros, e que, se o BC não agir, precisará justificar sua decisão. A influência do Federal Reserve (Fed) dos EUA também é um fator importante, já que o mercado acredita em uma possível redução de juros por parte do banco americano.
Expectativas para a Selic e o Fed
O BofA projeta que a Selic termine 2023 em 14,50%, com uma expectativa de queda para 11,25% no final de 2024. Para 2026, a taxa pode chegar a 9,50%. Em relação ao Fed, a expectativa é que os juros fiquem entre 4,25% e 4,50% até o fim do ano, com um corte adicional previsto para 2024.
Beker também observa que a confirmação de cortes na Selic pode ter um impacto positivo significativo na bolsa de valores. Ele ressalta que, embora o cenário eleitoral traga incertezas, o mercado está mais sensível a mudanças nas taxas de juros do que a questões políticas.
Cenário Eleitoral e Mercado
A pesquisa do BofA indica que 60% dos investidores acreditam que o Ibovespa encerrará o ano entre 145 mil e 150 mil pontos. Apenas 20% preveem que o índice ficará entre 150 mil e 160 mil pontos. A incerteza em relação às eleições pode atrasar a entrada de fluxo estrangeiro no Brasil, mas a expectativa de cortes na Selic é vista como um fator crucial para melhorar o ambiente de investimentos.
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