- O Tesouro Nacional captou US$3,25 bilhões com a emissão de títulos de cinco e 30 anos.
- A operação ocorreu na terça-feira e teve forte demanda, especialmente de investidores estrangeiros.
- O título com vencimento em 2030, GLOBAL 2030, captou US$750 milhões com taxa de 5,2% ao ano.
- O título de 30 anos, GLOBAL 2056, teve volume de US$2,5 bilhões e taxa de 7,5% ao ano.
- A demanda totalizou US$4,5 bilhões, superando em 2,6 vezes o volume emitido.
O Tesouro Nacional anunciou nesta quarta-feira a captação de US$3,25 bilhões por meio da emissão de títulos soberanos com prazos de cinco e 30 anos. A operação, realizada na terça-feira, incluiu a troca e recompra de papéis, destacando-se pela forte demanda, especialmente de investidores estrangeiros.
O título com vencimento em 2030, denominado GLOBAL 2030, captou US$750 milhões e apresentou uma taxa de retorno de 5,2% ao ano. Já o título de 30 anos, o GLOBAL 2056, teve um volume emitido de US$2,5 bilhões, com uma taxa de 7,5% ao ano. Parte desse montante foi destinada à recompra de títulos com prazos mais curtos, totalizando aproximadamente US$1,746 bilhão.
Demanda e Interesse
A operação atraiu um interesse significativo, com a demanda superando em 2,6 vezes o volume emitido, atingindo um pico de US$4,5 bilhões em ordens. A maioria dos investidores era estrangeira, com 90% provenientes da Europa e América do Norte. O Tesouro destacou que as taxas de emissão foram competitivas, próximas às de países com grau de investimento.
O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que o sucesso da operação reabre o mercado, servindo como referência para emissões corporativas e refletindo a confiança dos investidores na política econômica brasileira. A operação foi liderada pelos bancos Bank of America, Itaú BBA USA e J.P. Morgan.
Histórico de Emissões
Esta foi a terceira emissão externa do Tesouro em 2023, somando um total de US$8,5 bilhões em captações, após as operações realizadas em fevereiro e junho, que totalizaram US$5,25 bilhões. A pasta ressaltou que a operação reforça a integração histórica do mercado brasileiro com o norte-americano na gestão da dívida pública.
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