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Desafios de abrir novos mercados no agro são destacados por Carlos Cogo

Carlos Cogo alerta sobre a dependência de fertilizantes russos e a necessidade de melhorar a infraestrutura de armazenamento no Brasil

Foto: Reprodução
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  • Carlos Cogo, fundador da Cogo Inteligência em Agronegócio, falou sobre a importância dos mercados internacionais no Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo.
  • Ele destacou que os Estados Unidos representam sete por cento das exportações agropecuárias brasileiras e que perder acesso a esse mercado seria significativo.
  • Cogo mencionou que as exportações brasileiras cresceram de cem bilhões de dólares para mais de cento e cinquenta bilhões de dólares durante a pandemia, com destaque para carnes, madeira, celulose, açúcar e soja.
  • A soja teve um aumento nas exportações de vinte milhões de toneladas em dois mil para mais de cem milhões de toneladas em dois mil e vinte e quatro, aumentando a participação do Brasil no comércio mundial de trinta por cento para cinquenta e seis por cento.
  • O especialista alertou sobre a dependência de fertilizantes importados, especialmente da Rússia, e a necessidade de melhorias na infraestrutura de armazenamento, que cresce a apenas dois vírgula seis por cento ao ano.

Carlos Cogo, fundador da Cogo Inteligência em Agronegócio, abordou a importância dos mercados internacionais durante sua palestra no Congresso Brasileiro de Fertilizantes, realizado em São Paulo. Ele destacou que os Estados Unidos representam 7% das exportações agropecuárias brasileiras, enfatizando que perder acesso a esse mercado é uma grande perda.

Cogo afirmou que, apesar das tensões comerciais, o setor agropecuário brasileiro está preparado para enfrentar desafios. Ele lembrou que, durante a pandemia, as exportações cresceram de US$ 100 bilhões para mais de US$ 150 bilhões, com destaque para carnes, madeira, celulose, açúcar e soja. O especialista também observou que o Brasil se tornou um líder global em exportações, com um crescimento de US$ 20 bilhões em 1990 para US$ 166 bilhões em 2024.

Crescimento das Exportações

A soja exemplifica esse crescimento, com exportações saltando de 20 milhões de toneladas em 2000 para mais de 100 milhões em 2024, aumentando a participação brasileira de 30% para 56% do comércio mundial. Cogo previu que o ciclo de baixa está se encerrando e que os preços devem se estabilizar até 2027.

No milho, o Brasil também se destacou, superando 55 milhões de toneladas em 2024. A combinação de duas safras por ano tornou a produção mais competitiva, com custos imbatíveis em relação aos EUA. No algodão, o país passou de 3% para 33% do mercado global em duas décadas, consolidando-se como o segundo maior exportador mundial.

Desafios e Oportunidades

Cogo alertou para a dependência de fertilizantes importados, especialmente da Rússia, que responde por 30% do total utilizado no Brasil. Ele defendeu a diversificação de fornecedores, embora reconheça que o custo logístico é elevado e que a substituição imediata não é viável.

Além disso, o especialista destacou a necessidade de melhorias na infraestrutura de armazenamento, que cresce a apenas 2,6% ao ano, enquanto a produção avança a 5%. Apenas 17% da capacidade de estocagem está nas fazendas, o que pressiona os preços e a renda dos produtores. O avanço do Arco Norte ajudou a reduzir custos logísticos, mas ainda é insuficiente para atender à crescente demanda.

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