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Cosan e RAIZ4 disparam após rumores de interesse na Raízen

Ações da Cosan e Raízen sobem com interesse de grupos japoneses em participação na empresa, que busca novos investidores estratégicos

Unidade da Raízen em Barra Bonita - SP (Foto: Reprodução)
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  • As ações da Cosan (CSAN3) e da Raízen (RAIZ4) subiram nesta quarta-feira, três de outubro, após o interesse de grupos japoneses, incluindo a Mitsubishi, em adquirir participação na Raízen.
  • Às 16h15, as ações da Cosan subiram 6,88%, alcançando R$ 6,68, enquanto as da Raízen avançaram 5,79%, atingindo R$ 1,28.
  • A Mitsubishi e a Mitsui, que já têm parcerias com a Cosan, estão entre os interessados. A participação a ser vendida visa um investidor estratégico estrangeiro no mercado de etanol.
  • O BTG Pactual e a Itaúsa também estão considerando a compra de uma fatia da Raízen, que é controlada pela Cosan e pela Shell, cada uma com 44% das ações.
  • A Raízen busca novos investidores para capitalização e recuperação financeira, com planos de arrecadar R$ 10 bilhões com vendas de ativos, incluindo usinas de açúcar e ativos na Argentina.

As ações da Cosan (CSAN3) e da Raízen (RAIZ4) tiveram um desempenho positivo nesta quarta-feira, 3 de outubro, após a divulgação de que a Mitsubishi e outros grupos japoneses estão interessados em adquirir participação na Raízen. Às 16h15, as ações da Cosan subiram 6,88%, alcançando R$ 6,68, enquanto as da Raízen avançaram 5,79%, atingindo R$ 1,28.

A informação foi inicialmente veiculada pela Bloomberg, que destacou a Mitsubishi como uma das interessadas, junto com a Mitsui, que já possui parcerias com a Cosan em outros projetos. Fontes indicam que a participação a ser vendida será destinada a um investidor estratégico estrangeiro, buscando exposição no mercado global de etanol. O tamanho da participação ainda não foi definido e dependerá do valor da oferta.

Novos Investidores em Vista

Além da Mitsubishi e da Mitsui, o BTG Pactual e a Itaúsa também estão avaliando a compra de uma fatia da Raízen. A empresa é controlada pela Cosan e pela Shell, com cada uma detendo 44% das ações. A entrada de um novo acionista pode resultar em uma capitalização da Raízen, o que diluiria a participação da Cosan.

O Bradesco BBI ressalta que a busca por parceiros que possam injetar capital na Raízen é crucial para a recuperação da empresa. A Raízen enfrenta desafios financeiros, incluindo a necessidade de vender ativos, com um objetivo de arrecadar aproximadamente R$ 10 bilhões em vendas de usinas de açúcar, dos quais cerca de R$ 2,5 bilhões já foram concretizados. Além disso, a empresa planeja levantar cerca de R$ 10 bilhões com vendas de ativos na Argentina, avançando gradualmente nesses processos.

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