- A indústria do Paraná está preocupada com a reforma tributária que entrará em vigor em janeiro de 2026.
- A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) oferece um curso gratuito online de 35 horas-aula, de 15 de setembro a 27 de outubro, para ajudar as empresas a se adaptarem.
- A reforma substituirá tributos sobre consumo por novos impostos, como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
- As notas fiscais eletrônicas precisarão incluir informações sobre esses novos tributos, e erros podem resultar em rejeições automáticas, afetando especialmente pequenas e médias empresas.
- A Fiep solicita um período de transição e discute com o governo a necessidade de ajustes nas alíquotas e incentivos fiscais, além de expressar preocupação com o impacto no Simples Nacional e na competitividade de setores como o automotivo e têxtil.
A indústria do Paraná está em alerta com a aproximação da reforma tributária, que começará a valer em janeiro de 2026. Para auxiliar as empresas na adaptação às novas regras, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) oferece um curso gratuito e online, com 35 horas-aula, que ocorrerá de 15 de setembro a 27 de outubro. Guilherme Hakme, coordenador do conselho temático de assuntos tributários da Fiep, destaca que muitas empresas ainda não se prepararam adequadamente.
A reforma prevê a substituição de tributos sobre consumo por novos impostos, como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A partir de 2026, as notas fiscais eletrônicas deverão incluir informações sobre esses tributos. Sem os dados corretos, o sistema rejeitará as notas, impedindo as empresas de faturar. Hakme alerta que a situação é especialmente crítica para pequenas e médias empresas, que frequentemente têm menos recursos para se adaptar.
A Fiep busca um período de transição para evitar que erros no preenchimento das notas fiscais resultem em rejeições automáticas. O coordenador tem dialogado com o governo sobre a necessidade de ajustes, já que as indefinições sobre alíquotas e incentivos fiscais geram incertezas. Além disso, a extinção de incentivos fiscais preocupa o setor, que questiona a eficácia do fundo de compensação criado.
Outro ponto de preocupação é o impacto sobre empresas do Simples Nacional, que podem perder competitividade. O novo sistema permitirá que empresas aproveitem créditos de impostos, o que pode levar a uma preferência por fornecedores fora do Simples. Hakme também menciona o risco de aumento de custos para setores como o automotivo e têxtil, que podem enfrentar dificuldades frente à concorrência internacional, especialmente da China.
Entre na conversa da comunidade