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Inflacão é o ‘maior inimigo’ dos aposentados, alerta criador da regra dos 4%

William Bengen recomenda taxa de retirada de 4,7% para aposentados, considerando inflação e fatores financeiros individuais

Foto: Reprodução
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  • William Bengen, criador da regra de retirada de 4%, atualizou sua recomendação para uma taxa de 4,7%.
  • A nova taxa, chamada de “Universal Safemax”, é considerada mais segura e deve ser ajustada anualmente para refletir a inflação.
  • Bengen destaca que a inflação é um fator crucial para aposentados, que devem estar preparados para reduzir gastos em tempos de alta inflação.
  • Atualmente, a inflação é de 2,7%, bem abaixo do pico de 9% registrado em junho de 2022.
  • Uma pesquisa revelou que 63% dos aposentados temem que os aumentos de preços superem os ajustes da Previdência Social.

William Bengen, criador da famosa regra de retirada de 4% para aposentados, atualizou suas recomendações, sugerindo uma taxa de 4,7% como mais segura. Essa mudança reflete a necessidade de considerar fatores financeiros individuais ao planejar retiradas na aposentadoria.

Em 1994, Bengen introduziu a regra após analisar dados financeiros, oferecendo uma diretriz para aposentados que ainda é relevante. Ele observa que a inflação, considerada o “maior inimigo dos aposentados”, deve ser levada em conta ao determinar quanto retirar anualmente. A nova taxa de 4,7%, chamada de “Universal Safemax”, representa o máximo seguro para todos os aposentados, embora alguns possam retirar até 7,1% em determinadas circunstâncias.

Bengen destaca que a regra de 4% não se aplica a todos os anos de aposentadoria. O percentual deve ser ajustado anualmente para refletir a inflação, semelhante ao ajuste do benefício da Previdência Social. Além disso, ele sugere que os aposentados considerem suas situações financeiras, como a duração do planejamento, a alocação de ativos e a intenção de deixar heranças.

A inflação recente tem gerado preocupações. Uma pesquisa revelou que 63% dos aposentados temem que os aumentos de preços superem os ajustes da Previdência. Bengen alerta que, em tempos de alta inflação, os aposentados devem estar prontos para reduzir gastos. A taxa de inflação atual é de 2,7%, bem abaixo do pico de 9% registrado em junho de 2022, mas ainda assim, os aposentados devem se preparar para os desafios financeiros que podem surgir.

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