- A National Cattlemen’s Beef Association (NCBA) pediu ao governo dos Estados Unidos medidas mais rigorosas contra a importação de carne bovina brasileira.
- O pedido segue um aumento tarifário de 50%, que eleva a tarifa total para 76,4%.
- O diretor da NCBA, Kent Bacus, afirmou que a moeda brasileira fraca e os custos de produção baixos permitem que o Brasil absorva a tarifa e continue exportando.
- Em audiência no dia 3 de setembro, o U.S. Trade Representative (USTR) discutirá alegações de práticas comerciais desleais do Brasil.
- A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) prevê perdas de até R$ 1 bilhão em vendas devido ao novo aumento tarifário.
A National Cattlemen’s Beef Association (NCBA) solicitou ao governo dos Estados Unidos a implementação de medidas mais rigorosas contra a importação de carne bovina brasileira. O pedido ocorre após um aumento tarifário de 50%, que substitui a taxa anterior de 26,4%. Atualmente, a tarifa total é de 76,4%. Kent Bacus, diretor da NCBA, afirmou que a moeda brasileira mais fraca e os custos de produção mais baixos permitirão que o Brasil absorva a tarifa e continue exportando carne para os EUA.
Em audiência marcada para 3 de setembro, o U.S. Trade Representative (USTR) discutirá as alegações de práticas comerciais desleais por parte do Brasil. A NCBA planeja pedir a suspensão total das importações de carne brasileira, argumentando que, embora a elevação da tarifa seja um passo positivo, ela não é suficiente para conter as importações. Bacus destacou que a falta de responsabilidade em segurança alimentar e saúde animal no Brasil pode comprometer a confiança do consumidor americano.
Impactos Econômicos
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) prevê perdas significativas devido ao novo aumento tarifário. O presidente da Abiec, Roberto Perosa, declarou que a nova tarifa torna as exportações “inviáveis” e que o Brasil pode perder até 1 bilhão de dólares em vendas.
Por outro lado, a Meat Import Council of America (Mica), que representa importadores de carne nos EUA, defende os produtos brasileiros. O diretor Michael Skahill ressaltou que os EUA dependem das importações de carne brasileira para a produção de hambúrgueres e que a falta desse produto pode gerar prejuízos para consumidores e produtores americanos. Ele enfatizou que a carne magra importada é essencial para atender à demanda interna, já que a produção nacional não é suficiente para suprir essa necessidade.
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