- O CEO da Unilever, Fernando Fernandez, anunciou um plano de reestruturação que inclui a substituição de 25% dos 200 principais gerentes da empresa.
- A Unilever já reduziu 18% de sua força de trabalho administrativa nos últimos 18 meses e planeja cortar mais 7.500 cargos até 2026.
- A empresa enfrenta desafios de desempenho desde que rejeitou uma oferta de aquisição da Kraft Heinz em 2017.
- Fernandez planeja focar no crescimento nos Estados Unidos e na Índia, considerando a Índia um motor de crescimento similar ao que a China foi para concorrentes.
- A reestruturação inclui a cisão do negócio de sorvetes, que abrange marcas como Magnum e Ben & Jerry’s, até novembro deste ano.
O CEO da Unilever, Fernando Fernandez, anunciou um plano de reestruturação que inclui a substituição de 25% dos 200 principais gerentes da empresa. A medida visa enfrentar o desempenho inconsistente da companhia, que fabrica produtos como o sabonete Dove. Fernandez, que assumiu o cargo em fevereiro, destacou que a Unilever tem enfrentado desafios desde que rejeitou uma oferta de aquisição da Kraft Heinz em 2017.
Nos últimos 18 meses, a Unilever já reduziu 18% de sua força de trabalho administrativa e planeja cortar mais 7.500 cargos até 2026. O CEO descreveu a empresa como uma “organização inchada” e afirmou que a falta de foco no crescimento do volume prejudicou os resultados. Durante a Barclays Global Consumer Staples Conference, ele enfatizou a necessidade de eliminar “bolsões de mediocridade”.
Foco em Crescimento
Fernandez está implementando um plano de reestruturação que inclui a cisão do negócio de sorvetes, que abrange marcas como Magnum e Ben & Jerry’s, até novembro deste ano. A estratégia busca concentrar esforços em divisões com maior potencial de crescimento, enquanto marcas de baixo desempenho estão sendo vendidas. O conselho da Unilever afastou o ex-CEO Hein Schumacher devido à insatisfação com o ritmo das mudanças.
O novo CEO também declarou que não investirá em negócios fora dos Estados Unidos e da Índia, que considera motores de crescimento. Ele comparou o potencial da Índia ao que a China representou para concorrentes na última década, afirmando que “a Índia será para a Unilever o que a China foi para alguns de nossos concorrentes”.
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